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Os vegetarianos estão menos expostos a
fatores de risco para doenças cardiovasculares, como colesterol e pressão
alta, que aqueles que comem alimentos de origem animal.
Esse é o resultado preliminar de um estudo que avaliou, pela primeira vez,
o impacto do vegetarianismo na saúde cardiovascular do brasileiro e foi
apresentado no 4º Congresso Internacional de Nutrição Vegetariana,
ocorrido em abril, na Califórnia (EUA).
De setembro de 2000 a janeiro deste ano, 146 pessoas com idade entre 20 e
55 anos foram avaliadas pelo cardiologista e nutricionista Dr. Júlio
Navarro e pelo especialista em nutrição vegetariana George Guimarães, sob
a coordenação do cardiologista Bruno Caramelli, do Incor (Instituto do
Coração).
Os voluntários foram divididos em três grupos: vegetarianos,
semivegetarianos (consomem carne de uma a três vezes por semana) e
onívoros (comem de tudo, inclusive carne diariamente).
Após comparar resultados de vários exames, os pesquisadores constataram
que 41,5% dos onívoros apresentaram hipercolesterolomia (aumento da
quantidade de colesterol no sangue), contra 21,5% dos vegetarianos.
Já a ocorrência de hipertensão arterial foi nula entre os vegetarianos.
Mas 21,9% dos onívoros apresentaram alterações na pressão. "Esses
resultados são animadores para os vegetarianos", afirma Guimarães.
Além dos benefícios cardiovasculares, dietas vegetarianas bem balanceadas
podem prevenir doenças como obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer,
segundo o gastrocirurgião especializado em nutrição Dan Waitzberg, do
Ganep, e Silvia Cozzolino, presidente da Sociedade Brasileira de
Alimentação e Nutrição.
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