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Vivem permanentemente presos a correntes ou em pequenas
jaulas que impedem seus movimentos. Na Natureza, estes animais caminham
grandes distâncias por dia, e se exercitam para se manter física e
mentalmente saudáveis.
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São mal-alimentados, podendo ficar até vários dias sem
receber comida. Muitas vezes, sua alimentação é cortada como punição.
Alguns são alimentados com restos de comida já em estado de putrefação ou
até com cães e gatos vivos, capturados nas ruas.
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A higiene e assistência veterinária que recebem, quando
recebem, costumam ser precárias. Suas jaulas não são limpas e eles passam
a maior parte da vida pisando, comendo e dormindo sobre suas fezes e
urinas, desenvolvendo infecções e doenças.
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São continuamente transportados de um lugar para outro,
com pouco descanso e intenso estresse, sempre confinados em suas pequenas
jaulas.
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Passam a vida toda em isolamento, longe de seus bandos
e de seus ambientes naturais. Os elefantes, como exemplo, são animais
extremamente inteligentes, sociáveis e sensíveis. Eles reconhecem um
parente mesmo depois de anos de separação, ficam de luto pela perda de um
companheiro e são muito dóceis, suportando todo tipo de agressão sem
revidar.
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Para realizar os números de dança, saltos e piruetas,
são submetidos a um treinamento cruel: apanham com bastões de ferro,
chutes e socos, são chicoteados, levam choques elétricos, são postos a
pisar sobre chapas quentes, machucados com objetos pontiagudos. Os grandes
felinos têm sua testa queimada pelo menos uma vez na vida, para não
esquecerem o que é a dor. Suas presas e garras são arrancadas, muitas
vezes sem qualquer anestesia, para que não mordam ou arranhem seus
domadores enquanto apanham durante seu treinamento. Às vezes até suas
línguas são cortadas. Desta forma, ficam com o corpo coberto de cicatrizes
e feridas, que geralmente infeccionam devido à falta de cuidados
veterinários e à falta de higiene, que os levam a uma morte lenta e
dolorida.
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São obrigados a realizar rotinas incômodas, muitas
vezes dolorosas e totalmente contra sua natureza.
Mesmo com
todas essas agressões, ainda têm um forte espírito que os mantém vivos.
Devido a todo o estresse e maus-tratos, a maioria acaba se tornando
neurótica, desenvolvendo comportamentos repetitivos ou estereotipados. O
balançar da cabeça do elefante é um exemplo de comportamento neurótico.
Muito já se ouviu falar sobre animais de circo que agrediram seus tratadores
ou o público, às vezes resultando em morte. Na maioria das vezes, isto se
deve ao sofrimento de anos reprimindo seus instintos de autodefesa. Essa
frustração pode encontrar uma saída mediante um ataque a quem estiver a seu
alcance.
Mesmo tendo nascido em cativeiro, como tentam justificar alguns donos de
circo, os animais ainda mantêm seu espírito. Ser nascido em cativeiro não os
impede de desenvolver seus instintos e inteligência naturais. De qualquer
forma, eles recebem os mesmos maus-tratos daqueles que são capturados na
Natureza.
Nós seremos co-responsáveis pelos maus-tratos que os animais de circo
recebem enquanto continuarmos de braços cruzados. Vamos nos unir, sem usar
de agressão ou violência, do contrário estaremos agindo da mesma forma que
eles. |
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