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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Moda é palavra-chave para manter indústria de peles de Frankfurt

28/03/06

( Fonte: Reuters)

Por Krista Hughes


FRANKFURT, Alemanha (Reuters) - Depois de um longo e gélido inverno, a indústria de peles alemã está de olho nas passarelas de Paris e de Milão, colocando suas esperanças para sair de vez da depressão nos estilistas amantes das peles e em uma nova geração de jovens consumidores.

Uma forte demanda de consumidores russos e chineses, além de declarações de gurus da moda de que as peles estão de volta, aumentaram as esperanças de que empresas da Alemanha e de outros países da Europa possam capitalizar sobre uma reputação de qualidade e manter as vendas contra produtos mais baratos da Ásia.

"O negócio da pele vem encolhendo na Alemanha, mas nas duas últimas temporadas vem se reerguendo e isso graças à moda", disse Thomas Lenhart, sócio da empresa de peles Rosenberg & Lenhart. "Este é o mercado em expansão, em vez das peles tradicionais.

Novos visuais com peles estão em exibição na Fur & Fashion de Frankfurt, que durante anos serviu como a principal feira da indústria até o declínio das vendas no maior mercado da Europa, nos anos 1980 e 1990.

Pilhas de colchas de patchwork de pele estão amontoadas ao lado de chapéus de pele em verde-limão e magenta, enquanto fileiras de estolas tingidas de prata ficam penduradas ao lado de casacos compridos tradicionais em marrom natural e negro.

"A pele faz hoje parte da corrente popular da moda. Não se trata mais de um produto que corre em uma trilha separada, é um produto de moda e deve seguir as tendências que são mostradas em outros lugares", disse o estilista alemão Olaf Fechner, que compra a maior parte de suas peles em Frankfurt.

"O consumidor hoje é mais jovem e, acima de tudo, mais ligado em moda -- se você fizer estoques das coisas certas, coisas que são atualizadas, na moda, você tem prospectos muito bons.

NOVA IMAGEM, VELHOS PROBLEMAS

A nova imagem da pele não escapou dos ativistas ambientais, que ampliaram suas campanhas de protesto tendo como alvo as principais lojas de grifes, como a H&M e a Zara, por causa da tendência delas em usar pele em acessórios e nos ornamentos.

"As peças em pele são tingidas ou tratadas de forma a serem dificilmente reconhecíveis como pele verdadeira", disse Victor Hahn, que ajudou a organizar uma marcha de protesto e um concerto de hip-hop contra o uso de peles durante a feira de Frankfurt.

"Essa estratégia de apresentar a pele como um acessório tem por objetivo introduzir esses produtos de assassinatos aos consumidores que com certeza nunca iriam a um peleiro profissional.

Ativistas contra o uso de peles, como os membros do PETA (Pessoas para o Tratamento Ético de Animais), costumam lançar protestos em desfiles de moda que exibem peles.

A Federação Internacional do Comércio de Peles diz que as vendas globais em varejo aumentaram em 2005 pelo sétimo ano consecutivo, enquanto o Instituto Alemão de Peles estima que as vendas tenham crescido 4,5 por cento.

"A razão é que muitos estilistas adotaram a pele -- artigos de vestuário feitos com pele. O revival realmente está sendo dirigido pelos estilistas", disse a analista veterana Sandy Parker, que produz uma newsletter semanal sobre a indústria.

O número de visitantes para a feira de Frankfurt cresceu pela primeira vez em cinco anos, com 8.440 compradores e membros da indústria, embora o número de expositores continue a cair.

"Há mais interesse este ano por causa do elemento moda", disse Lenhart, um veterano de 50 anos no evento.

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