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06/05/2006
A situação das
capivaras em Piracicaba será mais uma vez postergada. A Esalq
(Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz) perdeu a licença
expedida pelo Ibama (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente) para
retirada e abate das capivaras da Fazenda Areão. A autorização
expirou no mês de março.
Segundo o professor Álvaro Fernando de Almeida, coordenador do
plano de manejo, o trabalho foi prejudicado pela burocracia do
setor público, que atrasou as adequações necessárias para a
realização das metas estabelecidas pelo Ibama. Almeida afirmou que
uma nova autorização só será pedida quando for finalizada a
construção de um laboratório, que fará a pesquisa com os animais
abatidos.
O Ibama informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que a
licença foi concedida em outubro de 2005, um dia após a
confirmação da causa da morte de cinco pessoas de uma mesma
família, que residia no Jaraguá, ser a febre maculosa, doença
causada pelo carrapato-estrela, parasita encontrado nas capivaras.
A licença previa que a adequação da Esalq em sete itens, desses
apenas três foram cumpridos integralmente: continuidade do plano
de readequação ambiental no campus, continuidade da educação e
esclarecimento da população e profissionais da saúde e controle
ambiental dos carrapatos por meio de tratamento ambiental em
caráter experimental –– nesse mês está sendo iniciada a terceira e
última etapa dos trabalhos.
Segundo Almeida, os resultados obtidos até o momento pela medida,
que mescla o uso de três agrotóxicos e um biológico à base de
fungos, estão sendo satisfatórios. “A situação dos carrapatos está
controlada. Mas não dá pra resolver totalmente a questão enquanto
existirem as capivaras”, disse em entrevista anterior ao Jornal de
Piracicaba. O controle de carrapatos foi iniciado em dezembro de
2005 e é monitorado pelo CTA (Comitê Técnico para Assessoramento
de Agrotóxicos), formado por representantes dos ministérios da
Agricultura, da Saúde e do Meio Ambiente.
PENDENTES – Os demais itens ficaram pendentes. O principal
deles para o Ibama é o que determina o levantamento do número de
capivaras no campus, gerou polêmica. Almeida afirmou que não
existe como fazer esse “censo” dos mamíferos, já que a área da
Esalq é aberta e os animais que residem na bacia do rio Piracicaba
tem livre acesso para transitar na região. “Já pedimos para que o
Ibama nos indique uma metodologia para fazer esse levantamento,
mas isso não nos foi indicado”, disse.
A construção do laboratório, segundo Almeida, também é um ponto
crucial para a realização do trabalho, já que a licença do Ibama
prevê que as capivaras capturadas e abatidas sejam destinadas para
fins exclusivamente científicos. “Em seis meses é impossível
cumprir essa determinação. Dependemos de verba, de passar pelo
processo de licitação e enfim pela construção. Era para esse obra
estar pronta em novembro, mas não ficou e não temos idéia de
quando vai ficar”, disse. A obra está em fase de construção.
Segundo Almeida, outra obra aguardada é a complementação do
cercamento da Esalq, ainda em fase final de licitação. A proteção
será colocada na área que faz divisa com o rio Piracicaba e
impedirá que as capivaras adentrem o campus. O cercamento é
questionado por pesquisadores da própria escola.
http://www.jpjornal.com.br/news.php?news_id=29853
Proibição das
touradas é proposta no congresso catalão
Pesquisa de opinião revela que a maioria da população é contra
touradas
Pela primeira vez na
história da Espanha, uma lei propondo o fim das touradas é
encaminhada ao congresso da Catalunha. Isso representa um momento
histórico para a campanha ‘Cultura sem Crueldade’, organizada pela
WSPA e pela Associação de Defesa dos Direitos dos Animais.
De acordo com uma pesquisa de opinião encomendada pela WSPA e pela
ADDA em dezembro de 2005, com 800 pessoas, o divertimento das
touradas não compensam o sofrimento causado aos animais. A
pesquisa demonstra que uma porcentagem esmagadora dos pesquisados
(94%), concorda que a tortura e sofrimento de animais nas touradas
têm que parar.
A reforma proposta no artigo sexto da legislação sobre bem-estar
animal, que bane qualquer apresentação com lutas de animais,
inclui as touradas na lista de atividades proibidas. A proposta
foi apresentada pelo legislador Oriol Amoros, da Esquerda
Republicana da Catalunha (ERC), mesmo partido de Jordi Portabella,
Vice-Prefeito de Barcelona, uma das únicas cidades da Espanha a se
declarar anti-tourada.
Leah Garcés, diretora de campanha da WPSA, se disse muito
esperançosa com a aprovação dessa emenda pelo congresso catalão.
Nós pedimos que o congresso aprove essa lei e que essa decisão
possa ser seguida pelo resto da Espanha”, disse Leah.
Fonte: WSPA -
http://www.wspabrasil.org/pet_bullfighting.asp
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