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19/09/2005
O presidente do Sindicato Rural de Bauru, Maurício Lima Verde,
participa de uma grande mobilização estadual contra a aprovação,
pela Assembléia Legislativa, da nova lei de proteção animal e
ambiental.
Maurício Lima Verde lembra que o governador Geraldo Alckmin havia
vetado a lei, mas o veto foi derrubado pelos deputados estaduais.
A principal preocupação da categoria, é com a parte da lei que
prevê os sistemas adequados à criação de animais.
http://www.radioauriverde.com.br/
Ibama emite licença para captura de capivaras em Piracicaba/SP
20/09/2005
A partir de Plano Experimental de Manejo de Capivaras, apresentado
pela faculdade Esalq - Escola Superior de Agricultura Luiz de
Queiroz da Universidade de São Paulo, o Ibama - Instituto
Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis
concedeu a licença de captura de capivara na área da Fazenda
Areião do campus de Piracicaba.
A capivara é a hospedeira do carrapato-estrela, inseto responsável
pela transmissão da febre maculosa e que está se multiplicando
rapidamente.
Segundo Cristiane Leonel, chefe da divisão de Fauna e Recursos
Pesqueiros do Ibama/SP ainda não existem estudos que comprovem que
a capivara é o animal causador da febre maculosa. “A capivara
acaba ficando com uma carga que pode não ser apenas dela. Os
cavalos também transmitem a febre maculosa” conta.
Para conter a proliferação do carrapato, a Esalq pediu licença ao
Ibama para o abate das capivaras. “Todos os animais silvestres são
protegidos por lei e por isso não é permitido o abate, a menos que
se comprove que ele está causando dano à saúde pública” conta
Cristiane.
Em todo o campus e nas salas de aula existe o risco de infecção da
febre maculosa. A febre é causada pela bactéria Rickettisia
rickettsii e se não for tratada com antecedência, pode levar à
morte. Tem sintomas parecidos com o da gripe. O carrapato-estrela
precisa sugar o sangue de uma pessoa durante oito horas para então
contaminá-la. (Clara Vellozo/ Ibama)
http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/
index.php3?action=ler&id=20919
Juiz nega "habeas corpus" a chimpanzé que está recluso em
zoológico da Bahia
Cerca de 20 pessoas,
entre elas promotores, professores de Direito e representantes de
entidades de defesa dos animais, estão mobilizados para que a
chimpanzé conhecida como "Suíça", seja removida do Zoológico de
Salvador (BA), para um centro especializado em tratamento de
animais, em Sorocaba (interior de SP).
Mas todas estas pessoas tiveram uma decepção, hoje à tarde, quando
tomaram conhecimento que o juiz Edmundo Lúcio, da 9ª Vara Criminal
de Salvador (BA) indeferiu, por ora, a liminar e solicitou à
Secretaria de Meio Ambiente, responsável pelo animal, informações
sobre as condições de vida no Zôo.
A Secretaria tem até a segunda-feira para mandar as informações e
então o juiz decidirá sobre o mérito da questão.
Segundo a petição de hábeas, "Suíça" está sem contato com outros
primatas desde a morte de seu companheiro, há alguns meses, em
decorrência de um câncer. A única chimpanzé do Zôo de Salvador
ocupa uma jaula de 74 metros quadrados, onde vive desde 2001,
quando veio permutada para Salvador, doada por um criador suíço
particular que morava no Paraná - , e por isso deram a ela o nome
de "Suíça".
"O movimento mundial tem sido reconhecer que os chimpanzés,
orangotangos e gorilas são geneticamente parentes mais próximos do
homem" argumentou Heron José de Santana, da 2ª Promotoria de Meio
Ambiente. Baseando-se em estudos científicos, ele afirma que a
igualdade genética entre humanos e chimpanzés é de 99,4%.
Preocupado com o animal que na cadeia evolutiva está mais próximo
dos humanos, o promotor disse acreditar que a situação será
resolvida em caráter de urgência em função do habeas-corpus.
"Esperamos que a Justiça resolva isso o mais cedo possível".
No chamado santuário, em Sorocaba - para onde é requerida a
determinação judicial de remoção do animal, sob expensas do
Município de Salvador - existem outros 35 chimpanzés.
O coordenador do Zoológico de Salvador, Marcelo Senhorinho, é
favorável à permanência da chimpanzé na capital baiana e diz que
está preocupado com o seu bem-estar do animal que está na lista
das espécies em extinção. "Não conheço o local para onde querem
levá-la, mas posso garantir que ´Suíça´ e os demais 780 animais
que vivem aqui são bem tratados. O nosso trabalho não é focado no
lazer do público, mas na atenção adequada e reprodução dos
animais".
Quando o ajuizamento do hábeas ocorreu na segunda-feira, o fato
teve grande repercussão na Bahia. Logo se incorporou à difusão do
fato a versão de que o servidor do cartório da Distribuição, a
quem incumbiu sortear o juiz da causa, teria ficado perplexo,
obrigando-se a aconselhar-se com o diretor do foro de Salvador.
"Macacos me mordam, doutor, mas entrou um pedido de liberdade para
um chimpanzé" - teria dito ele.
- Com informações
do Correio da Bahia e da base de dados do Espaço Vital
http://www.espacovital.com.br ).
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