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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Katrina deixou animais de zoológico traumatizados

 

4 de setembro de 2005

AFP - Sem contar um lagarto desaparecido e duas lontras mortas, os animais do zoológico de Nova Orleans sobreviveram ao devastador furacão Katrina e às inundações que alagaram 80% da cidade, mas alguns estão em estado de choque. "Eu quase comecei a construir uma Arca de Noé", conta, aliviado, o diretor Dan Maloney, lembrando que as inundações pouparam o zoológico Audubon porque fica na região alta da cidade.
"Tivemos muita sorte. O zoológico, que abriga 1.500 animais de 350 espécies vindas de várias partes do mundo, só lamenta um número pequeno de perdas, em uma cidade que pode perder milhares de pessoas", reconhece.
Chamado pelos funcionários de "Campo Katrina", o zôo de Nova Orleans já estava preparado para uma catástrofe como esta há anos, reforçando os refúgios dos animais, organizando com antecedência a chegada de alimentos e planejando a transferência do pessoal. "Enquanto o furacão passava, nos escondemos na casa dos répteis", conta Maloney, dizendo que a reconstrução do zoológico deve levar quatro anos.
Depois das inundações de segunda-feira, alguns animais ficaram desaparecidos, mas a imensa maioria voltou. Depois do sumiço de um lagarto, Maloney dedicou muito tempo e energia para dissipar os temores de uma fuga em massa de animais do zôo para a cidade destruída pelo que pode ser a maior catástrofe natural na história dos Estados Unidos.
As pessoas não precisam se preocupar com bestas perambulando pelas ruínas da cidade, tranqüiliza o diretor do zôo, garantindo que os funcionários do estabelecimento recuperaram todos os animais, exceto o lagarto. "Temos um flamingo rosado traumatizado. Achávamos que ia morrer, mas ele voltou a se integrar ao bando. Tenho certeza que o lagarto também voltará", afirma Maloney. "Fora isso, morreu um casal de lontras jovens", lamenta.
As quatro girafas apenas notaram o racionamento de água imposto pelas autoridades municipais depois da inundação, diz. "Venham, minhas lindas", diz Maloney mostrando um balde de águas às girafas, que se aproximam timidamente.
Os grandes felinos estão bem alimentados graças às reservas de carne conservadas nos refrigeradores. Nas alamedas do zôo, os funcionários tentam retirar as árvores derrubadas pelo furacão para permitir a passagem de caminhões-tanques de gasolina, combustível usado no controle da temperatura na área das serpentes.
Maloney está preocupado principalmente com o barulho dos helicópteros que estão distribuindo alimentos e resgatando as pessoas na cidade, porque isso incomoda muito os animais. "Os animais estão assustados, isto pode afetá-los seriamente", afirmou.

http://noticias.terra.com.br/mundo/furacaokatrina/interna/

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Katrina -Abrigos para animais EUA estão lotados!!!

 

"Isso é a nossa definição de desastre", afirma Patrícia E. Mercer, presidente da Sociedade de Proteção aos Animais daqui.
A Sociedade abriu as portas em Houston para cerca de 900 animais nos últimos dias, incluindo gatos, cachorros, papagaios, iguanas, um porco e até mesmo um pintinho. Todos pertencentes a sobreviventes de Louisiana que estão em casas e abrigos provisórios que não admitem animais.
Além dos incontáveis animais de estimação mortos no desastre, muitos estão sem casa e perambulam por aí com fome e confusos.
A presidente e chefe da Sociedade Humanitária dos Estados Unidos, Wayne Pacelle, afirmou: "Só em Nova Orleans nós acreditamos que existam cerca de 50.000 animais de estimação".
Jane Garrison, que está trabalhando com a equipe de resgate da Sociedade Humanitária em Nova Orleans contou que seu melhor resgate acontece na quarta-feira, quando ela ouviu um cachorro uivar e deu com um Labrador mesclado no segundo andar de uma casa totalmente destruída.
"Nós subimos por uma escada e jogamos uma coleira em seu pescoço", contou Garrison. "Ela pulou nos braços da minha parceira e imediatamente começou a lambê-la".
A sociedade de Houston enviou membros junto com a equipe do condado de Broward na Flórida, para recolher animais sem teto. "Centenas de pessoas, se não milhares, estão trabalhando ao redor do país para salvar animais", disse Mercer. A Universidade Estadual de Louisiana tem 300 animais e outros 500 estão abrigados em Gonzáles, segundo ela.
O diretor executivo da Sociedade Humanitária da Grande Birmingham, Jacque Meyer, que está em Jackson para ajudar, afirmou que 30 cachorros da região do Golfo cujos donos morreram foram resgatados na terça-feira.
Alguns grupos como a Liga para Animais da Costa Norte em Long Island, ajudam recebendo animais de abrigos das áreas afetadas pelo furacão.
O esforço para encontrar os animais pode ser lento e muitas vezes imprevisível, afirma Dino Vlachos, parte de uma equipe de resgate de animais de Atlanta que está agindo em Nova Orleans.
"Nós acabamos de fazer um resgate no bairro de French Quarter onde nos disseram que havia 62 gatos", contou Vlachos nessa quarta-feira. "Mas quando chegamos lá encontramos 62 pássaros e duas cabras".
A estimativa é de que tenham recolhido cerca de 200 cachorros e 250 gatos desde segunda-feira. "Mas precisamos de ajuda", afirmou. Para colaborar os voluntários devem se registrar na Sociedade Humanitária.
Pacelle disse: "O relógio está se movendo. Nós recebemos 2.000 ligações de pessoas que deixaram seus animais de estimação para trás, Chegamos tarde em alguns casos, mas pode ser o momento exato em outros".
Segundo ele a Sociedade Humanitária não "recebeu a ajuda de que precisam dos locais ou dos governos federais e estaduais".
"Existem policiais e bombeiros que querem ajudar", continuou, "mas as ordens superiores são de ajudar as pessoas e não animais. Daqui a três dias haverá mortes em massa".
Segundo Mercer inicialmente os esforços da sociedade estão em coletar os animais do Houston Astrodome e outros 400 foram recolhidos do abrigo de Houston, por voluntários que encontravam ônibus de resgate no Astrodome, Reliant Park e Centro de Convenções George R. Brown. O centro acolheu animais que encontraram abrigo por si mesmos depois de serem deixados para trás por pessoas que evacuaram a cidade.
Patrícia Simmons, 47, uma enfermeira de Nova Orleans, foi uma delas. Ela foi vista parada na frente do abrigo nesta segunda-feira segurando uma coleira sem nenhum cachorro preso a ela. Simmons e sua colega de quarto, Deneen Taylor, acabavam de se despedir de seus cachorros Tiffany e Cocoa pois não havia espaço na casa em que elas estão abrigadas em Houston.
Nettie Hock também esteve no abrigo da sociedade junto com sua mãe e irmão. A família veio visitar Tanya, a cachorrinha da família que logo será enviada a um lar adotivo, a casa de Michael Stanley, um advogado de Sugar Land; sua mulher, Terrice; e seus três filhos. Os Stanley conheceram a família quando faziam trabalho voluntário no Astrodome e ficaram chocados com o estado de trauma de Nettie por estar sem seu cachorro.
"Ela estava sentada ali, completamente absorta", sussurrou Stanley sacudindo a cabeça.
Mercer afirmou que o abrigo esta perto de sua capacidade para 800 animais. Três centros abertos nas áreas não alagadas foram abertos e o grupo esta trabalhando com outros ao redor do país para encontrar espaço.
Nenhum dos animais que tem donos será colocado para adoção, mas o abrigo espera encontrara lares provisórios onde eles possam estar cuidados até que seus proprietários tenham capacidade de buscá-los.
Enquanto isso, histórias de como os animais e seus donos escaparam da destruição continuam chegando. Uma mulher deixou Nova Orleans apenas de roupas de baixo e coberta de lama, contou Mercer. A única coisa em sua mão era uma cesta de piqueniques com dois gatos dentro.
Uma senhora que apareceu em busca de seu cão contou a Mercer: "Nós estávamos nadando juntas e ela não me abandonou, eu também não irei abandoná-la".

 

 

Rede WSPA ajuda animais atingidos pelo furacão Katrina

 

A devastação causada pelo furacão Katrina deixou inúmeros animais desabrigados nas áreas costeiras da Loiusiana e Mississipi. Uma parceria na rede de afiliadas WSPA, entre HSUS (Humane Society of the United States), AHA (American Humane Association), Noah’s Wish e Animal Rescue League of Boston entre outras levou auxílio tanto a animais de companhia quanto silvestres.
Chegar até as áreas mais atingidas foi extremamente difícil embora as organizações locais estejam agora resgatando os animais. A WSPA está identificando projetos de resgate e de recuperação a longo prazo para assegurar o bem-estar animal na região.

 

© Ronna Gradus/Miami Herald/KRT. Distributed by Tribune Media Services

 

A WSPA agradece às pessoas de todas as partes do mundo que já enviaram seu suporte.

Leia mais sobre os trabalho de resgate.

Nigel Wilson
Diretor de Resgates
World Society for the Protection of Animals (WSPA)

 

   
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