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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Macacos podem sumir em uma geração

 

1 de setembro de 2005

EFE - As doenças e o desflorestamento, assim como a pobreza humana, são as principais ameaças à existência dos macacos, que, se não se for resolvida, podem extinguir-se em uma geração, segundo um estudo divulgado hoje pelas Nações Unidas. A agência da ONU que pesquisa o meio ambiente, UNEP, apresentou em Londres seu primeiro Atlas mundial dos grandes símios, que situa no mapa as seis espécies de macacos que ainda existem e explica os perigos que enfrentam.
Os dados, segundo reconheceram os autores, não são otimistas, já que indicam que algumas espécies podem desaparecer no prazo de uma geração humana. Os assentamentos humanos, a destruição de seus hábitats através da poda de árvores ou a mineração e doenças como o ébola põem em perigo a sobrevivência de chimpanzés, gorilas e orangotangos na África e Ásia.

Atualmente, há 350 mil exemplares dessas famílias vivendo em liberdade, o que significa que há no planeta 20 mil humanos por cada chimpanzé.

Os orangotangos podem perder a metade de seu hábitat em certas partes da Indonésia no prazo de cinco anos, recolhe o estudo, elaborado com dados de várias fontes especializadas.

É crítica, por exemplo, a situação do orangotango de Sumatra, do qual só restam 7,3 mil exemplares em liberdade. A maioria destes orangotangos vive na província de Aceh, afetada pelo tsunami no ano passado e que durante décadas foi cenário de um conflito entre o Governo indonésio e os rebeldes separatistas, ao qual se tentou colocar fim em agosto com um tratado de paz.

O orangotango de Borneu está em melhor situação, já que existem ainda 45 mil exemplares, mas o número total diminuiu muito em relação aos que havia na metade do século XX.

O gorila de montanha da República Democrática do Congo e um gorila que habita a fronteira entre Nigéria e Camarões estão entre as espécies em claro perigo de extinção com uma população de 700 e 250, respectivamente.

A febre ébola é uma grande ameaça para gorilas e chimpanzés sobretudo na África ocidental equatoriana, aponta o Atlas. Embora não se saiba por que essa febre afeta tanto estes animais, acredita-se que pode estar relacionado com a poda de árvores, que permitiria atuar com liberdade o animal, ainda não identificado, que leva o vírus.

Ameaça humana


Além das epidemias, os chimpanzés, seus parentes os bonobos e os gorilas africanos enfrentam também os humanos, que os caçam para consumir sua carne, e a rápida destruição de seu hábitat, segundo o Atlas.

O livro tem prólogo de Kofi Annan, o secretário-geral das Nações Unidas, no qual afirma que "embora os símios sejam nossos parentes, não os tratamos com suficiente respeito".


http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI650339-EI299,00.html

 

 

   
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