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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Noruega concede licença de caça de focas para turistas

 

 

O Globo

OSLO - O setor turístico da Noruega classificou de "lamentável" a decisão do Ministério da Pesca de conceder licenças para a caça de focas para turistas estrangeiros. "É lamentável que se vá comercializar a caça de focas. Isso prejudica o turismo", afirmou o presidente da organização norueguesa de hotelaria, Knut Almquist. O ex-ministro do meio ambiente Thorbjorn Berntsen disse que não "se trata de uma política ambiental responsável. É necessário controlar a população de focas como sempre se fez, com caçadores noruegueses. Agora aparentamos ser um povo bárbaro".

http://oglobo.globo.com/online/plantao/164047671.asp

 

 

Ursos polares podem desaparecer em 20 anos, diz WWF

 

 

 

 

As mudanças climáticas podem chegar a um nível perigoso em 20 anos se nada for feito para impedir o aquecimento global, segundo um estudo do grupo ambientalista Fundo Mundial para a Natureza (WWF).
Se continuar no ritmo de agora, a Terra estará 2ºC acima dos níveis pré-industriais entre os anos de 2026 e 2060, diz a pesquisa de Mark New, da Universidade de Oxford.

As temperaturas no Ártico podem aumentar em até três vezes com base nesse número, diz ele, o que levaria ao derretimento de geleiras e ao fim da vegetação de tundra, causando a morte de ursos polares e outros animais.

"O que acontece com o modelo de clima global é que o aquecimento devido ao efeito estufa vai reduzir a quantidade de neve e superfícies de gelo no Ártico, o que por sua vez vai produzir um aquecimento maior devido à maior quantidade de radiação solar absorvida pela terra e pelo oceano", diz ele.

Gelo e neve refletem mais radiação solar para o espaço do que superfícies não congeladas.

De acordo com a WWF, o derretimento do gelo durante o verão ocorre a uma taxa de 9,6% por década, o que pode causar um eventual desaparecimento de gelo durante os meses de verão.

Além disso, a vegetação boreal vai se expandir mais ao norte, substituindo cerca de 60% da vegetação de tundra, ambiente vital para a reprodução de muitos pássaros.

"Se não agirmos imediatamente, o Ártico logo se tornará irreconhecível", diz Catarina Cardoso, diretora de mudanças climáticas da WWF na Grã-Bretanha.

"Ursos polares serão considerados história, um animal que nossos netos só conhecerão por livros", afirma.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/story/2005/01/050130_wwfcl.shtml

 

 

Aquecimento global pode ser irreversível em dez anos !

 

 

Em menos de dez anos, é possível que o aquecimento global chegue a um ponto irreversível. É o que diz um relatório internacional sobre o problema que causa secas, maus resultados agrícolas e falta de água, citado pelo "The Independent".

Empresários canadenses tiram proveito do aquecimento global MICHEL COMTE da France Presse, em Vancouver

O aquecimento da Terra sinaliza um desastre ambiental sem precedentes, mas também pode ser uma fonte de renda para várias pessoas. Um exemplo disso é o grupo de empresários que deve aproveitar o derretimento de um bloco de gelo para construir uma "passagem comercial" entre Rússia e Canadá.
Esses executivos querem transportar, de navio, óleo bruto russo aos Estados Unidos. Para isso, eles usarão uma passagem no caminho entre a cidade de Churchill, no Canadá, e a localidade russa de Murmansk (mar de Barents). As regiões estão separadas por uma vasta superfície que fica congelada na maior parte do ano.
O aquecimento global faz com que, todos os anos, os barcos possam navegar durante um período mais longo. Em 2004, o porto de Churchill --um ponto isolado onde vivem 1.000 habitantes e vários ursos polares-- ficou aberto de julho a novembro.
A passagem encurta em 2.000 km as viagens da América do Norte para a Rússia. Os cientistas prevêem que, se o aquecimento continuar aumentando, até 2050 a passagem permanecerá descongelada o ano inteiro.
Uma delegação empresarial americana está na Rússia para discutir seus planos sobre o caminho com representantes do setor público e privado. A delegação é liderada pela Omnitrax, a empresa americana que opera o porto de Churchill.
A empresa espera poder, muito em breve, duplicar o volume e variedade de carga embarcada em Churchill, incluindo fertilizantes, minerais, produtos petroleiros e maquinário agrícola --atualmente somente pequenas quantidades de grãos canadenses passam pelo local.
A chamada "ponte ártica" conseguiu o apoio do Governo canadense, da Administração local e do embaixador russo no Canadá, Georgiy Mamedov.
O embaixador disse que, provavelmente, uma frota de dez navios quebra-gelos e cargueiros será enviada ao local. As embarcações devem "abrir caminho", fazendo com que a rota fique aberta por mais tempo.
O diplomata chegou a propor que os submarinos nucleares russos desativados sejam usados para o comércio polar, transportando carga nos compartimentos que antes levavam mísseis. "Em vez de transformá-los em sucata, poderiam ser usados para transportar níquel e outros produtos", afirmou Mamedov.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u12883.shtml

 

 

"Felino mais raro do mundo pode sumir, dizem ambientalistas"

 

 

RICHARD BLACK da BBC Brasil

As espécimes de leopardo Amur --o felino mais raro do mundo-- ainda vivendo em liberdade estão sob sério risco de extinção, alertaram ambientalistas britânicos.
Segundo membros da Sociedade de Zoologia de Londres, o problema é uma recente decisão do governo russo de aprovar a construção de um oleoduto que vai atravessar o único habitat natural desses animais, a costa leste da Rússia.
No final de dezembro, a Rússia aprovou o plano para a construção de um sistema que vai trazer petróleo da Sibéria até um novo terminal portuário na costa, uma tentativa de expandir as rotas de comércio com a Ásia.
Os ambientalistas da Sociedade de Zoologia de Londres estão fazendo um apelo para que o governo russo modifique a rota do oleoduto.
O estabelecimento de agrupamentos humanos e as queimadas na floresta nativa da região já vinham ameaçando a espécie.
Estima-se que apenas 30 leopardos Amur vivam em liberdade hoje em dia --há um número maior vivendo em cativeiro.

 

 

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