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Greenpeace exige que Lula desista da
aventura nuclear
O
Greenpeace iniciou nesta quinta-feira, dentro de sua programação para o
Fórum Social Mundial, uma série de atividades contra a retomada do
Programa Nuclear brasileiro.
Durante a passagem do Presidente pelo FSM 2005, a organização entregou a
Lula uma mensagem com a demanda de que o dinheiro previsto para ser gasto
com a aventura nuclear brasileira fosse investido no combate à pobreza.
Cinco ativistas da entidade estavam personificados de “Lulinhas
Nucleares”(1), circulando pelos diferentes recintos do Fórum Social
Mundial, interagindo com os participantes, apertando a mão de autoridades
e provocando que estas se manifestem sobre a construção de Angra 3.
“Queremos expor a contradição de Lula que, ao mesmo tempo que pede
dinheiro para o combate à miséria e à fome, ameaça desperdiçar bilhões de
dólares em uma fonte de energia insegura, cara, suja e ultrapassada.
Apesar de terem custado ao País cerca de vinte bilhões de dólares(2), as
duas usinas nucleares existentes não geram mais do que dois por cento de
toda a eletricidade produzida no Brasil”, disse Sérgio Dialetachi, da
campanha de energia do Greenpeace.
Durante a passagem de Lula pelo Fórum Social Mundial, cerca de cinco mil
pessoas usaram camisetas do Greenpeace com os dizeres “Lula não dê bola
fora. Diga Não a Angra 3”. Voluntários pintaram a mensagem “Nuclear Não”
na testa e braços de outros tantos participantes do evento.
“O Presidente deve sair de Porto Alegre com uma mensagem muito clara: O
Brasil não quer nuclear. Com uma forte mensagem vinda das ruas poderemos
vencer o poderoso lobby nuclear. O Fórum Social Mundial é o lugar ideal
para começarmos a levantar essa onda”, acrescentou Dialetachi. Depois de
Porto Alegre, o Presidente seguiu para Davos, onde também foi recebido
pelo personagem Lulinha Nuclear (foto).
Pesquisas de opinião mostram que mais de 80%(3) dos brasileiros não querem
a construção de Angra 3. Ministros, como Dilma Rousseff (de Minas e
Energia) e Marina Silva (do Meio Ambiente), também já se manifestaram
publicamente contra essa insensatez.
Os participantes do Fórum de Porto Alegre podem, ainda, escrever mensagens
por um mundo livre do perigo nuclear em uma enorme faixa de tecido,
medindo 30 metros de comprimento por 2 metros de largura, que será
posteriormente entregue ao Presidente da República.
No dia 29, o Greenpeace estará coordenando o debate “O Brasil não é
nuclear”, com a participação de mineiros de urânio de Caetité (BA), das
vítimas do Césio 137 de Goiânia (GO), dos moradores de Angra dos Reis
(RJ), de especialistas em reatores nucleares, de ambientalistas
latino-americanos e parlamentares da Alemanha, país onde já existe um
compromisso de eliminação da tecnologia nuclear.
(1) O “Lulinha Nuclear” foi personagem de uma campanha publicitária do
Greenpeace, veiculada em jornais e revistas do País, em Dezembro último,
onde uma charge mostra o Presidente jogando futebol com camiseta e bola
estampadas com o símbolo da radiação.
(2) Estimativas oficiais do Ministério de Minas e Energia
http://www.greenpeace.org.br/fsm2005/noticias.php?conteudo_id=1856
Empresário chinês quer fazer vinho de
peixes
PEQUIM (Reuters)
- Os franceses usaram uvas, os russos fermentaram batatas, os brasileiros
aproveitaram sua cana-de-açúcar e os mexicanos tiraram das plantas de
cactus a base para sua bebida nacional. Agora, a China resolveu apresentar
seu vinho de peixe.
Sun Keman, um empresário da cidade portuária de Dalian, no norte do país,
criou a Adega Marítima Biológica de Dalian. Ele planeja utilizar seu
conhecimento na indústria da pesca para fazer vinho de peixes.
"Ao contrário da fermentação milenar chinesa, a adega limpará, ferverá e
fermentará peixes para produzir vinho", disse a agência estatal de
notícias Xinhua.
A empresa já recebeu pedidos do Japão, Rússia e outras partes da China,
informou a agência.
Os consumidores devem ter em conta que a nova bebida parece ser mais
saudável do que a da concorrência. "Os especialistas dizem que o vinho é
nutritivo e contém pouco álcool", disse Xinhua.
http://www1.uol.com.br/bichos/noticias/reuters/ult297u324.shl
Cérebro dos pássaros é muito similar
ao dos seres humanos
Washington, 31 jan (EFE)
- Cientistas americanos jogaram por terra a crença de que "ter
cérebro de passarinho" é sinônimo de estupidez, pois a cabeça
desses animais é muito similar a dos seres humanos.
Em um estudo publicado nesta segunda-feira na revista Nature Reviews
Neuroscience, os cientistas da Universidade de Duke, na Carolina do Norte,
assinalaram que as aves não são bobas nem seus cérebros tão primitivos.
Até agora, o sistema de classificação dos pássaros assinalava que seu
cérebro estava formado principalmente por gânglios que controlavam funções
primitivas e comportamento baseado nos instintos.
Segundo Erich Jarvis, diretor do estudo, já nada disso é certo.
Ter cérebro de passarinho não é um insulto, mas sim um elogio.
O que se achava que eram zonas primitivas do cérebro das aves são, de
fato, avançados centros de processamento similares aos dos mamíferos,
indicou o estudo.
Como prova, o cientista indicou que os pássaros podem aprender canções,
imitar a fala, utilizar ferramentas e até contar.
Jarvis indicou que agora existe muito interesse entre os estudiosos dos
sistemas neurológicos em utilizar aves como modelos para determinar a
aprendizagem e o desenvolvimento, assim como o comportamento migratório e
social, dos pássaros.
http://www1.uol.com.br/bichos/noticias/efe/ult2629u89.shl
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