|
Diversas espécies
correm perigo de extinção até o fim deste século
PARIS, 21 jan (AFP)
- Elefantes, grandes macacos, tigres e leões estão ameaçados de extinção
no fim deste século se nada for feito para protegê-los, advertem os
especialistas que participarão de 24 a 28 de janeiro da Conferência
Internacional sobre a Biodiversidade, em Paris.
Cerca de 1.200 pesquisadores, dirigentes políticos de cerca de trinta
países e ecologistas são esperados na sede da Organização das Nações
Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). A conferência foi
convocada pelo presidente da França, Jacques Chirac.
A biodiversidade abrange a variedade das espécies e os meios naturais em
que elas vivem. O domínio do homem sobre a natureza se traduziu ao longo
do tempo numa alteração acelerada do ecossistema: desaparecimento de
bosques, culturas intensivas, exploração dos oceanos, aquecimento do
planeta.
"Algumas espécies vão se adaptar muito rápido. Elas se aproveitam de nós
e nos exploram, como os vírus e coisas deste tipo. Outras, que estão em
competição conosco, como os grandes mamíferos, estão na linha de frente
para uma extinção programada", explica Robert Barbault, diretor do
Departamento de Ecologia do Museu de História Natural de Paris.
O ritmo de extinção atual é de 100 a 1.000 vezes superior ao ritmo
natural. No fim da cadeia está o homem.
"Setenta por cento de nossos medicamentos procedem diretamente ou são
inspirados nas plantas", aponta Nicole Moreau, professor do Centro
Nacional de Investigações Científicas (CNRS).
Só conhecemos cerca de 10% das espécies, o que significa que milhares de
plantas e animais desaparecem por ano sem serem compiladas.
"Não é uma história de grandes animais e de pequenas plantas. É uma
história de qualidade de vida e qualidade de desenvolvimento", diz
Robert Barbault.
Diante desta verdadeira hecatombe, "a comunidade científica está
dividida e não tem meios para realizar investigações", explica Michel
Loreau, presidente do conselho científico da conferência.
Contrariamente ao clima, muito divulgado pela mídia pelos trabalhos do
grupo intergovernamental sobre a evolução do clima, a biodiversidade não
tem um grupo mundial de especialistas para alertar os chefes de Estado.
A Convenção sobre a Biodiversidade, firmada em 1992, não tem um "marco
de compromisso", lamenta Sebastien Moncorps, diretor da União Mundial
para a Natureza.
Os chefes de Estado se comprometeram em 2002, na Cúpula de Johanesburgo,
a reduzir a perda da biodiversidade até 2010. "Não é realista", diz
Michel Loreau. "Seria viável se estabelecêssemos os sistemas de medidas
padronizadas que precisamos para atuar", acrescentou.
A Conferência de Paris, organizada à margem das negociações das Nações
Unidas, não pode adotar nenhuma decisão oficial. Mas poderá, no entanto,
propor a criação de um grupo de especialistas em biodiversidade sobre o
modelo de clima existente.
Aquecimento global pode
ser irreversível em menos de dez anos
24/01/2005
- 19h46m
Globo Online
LONDRES - O
aquecimento global está se aproximando de um ponto crítico, após o
qual secas mais fortes, falta de água, desaparecimento de florestas,
dificuldades na agricultura, alta do nível dos mares e intensificação
das doenças seriam irreversíveis. E isto pode acontecer em menos de
dez anos, diz um relatório internacional apresentado pelo jornal
britânico "The Independent".
Com o título "Aceitando o desafio do clima", o documento independente
exorta os líderes do G8, que reúne os países mais ricos e
industrializados, a cortarem a emissão de dióxido de carbono, dobrar
os gastos com pesquisa sobre tecnologia ecológica e trabalhar com
Índia e China para fazer valer o Protocolo de Kyoto.
A divulgação do conteúdo do relatório coincide com o início do mandato
da Grã-Bretanha na presidência do G8. O premier britânico, Tony Blair,
elegeu a luta contra o aquecimento global como uma de suas prioridades
à frente do bloco.
- Temos pela frente uma bomba-relógio ecológica - afirmou Stephen
Byers, ex-ministro dos Transportes e homem de confiança de Tony Blair.
- Os líderes mundiais precisam reconhecer que a mudança climática é a
questão de longo prazo mais importante que o mundo deve enfrentar -
acrescentou. Segundo ele, é fundamental que Balir consiga apoio de
Washington em sua empreitada.
Segundo o relatório, o chamado ponto sem retorno está fixado em dois
graus acima da temperatura média do planeta em 1750, antes da
Revolução Industrial. Desde 1860, a temperatura subiu 0,8%, chegando a
15 graus
http://oglobo.globo.com/online/plantao/163990875.asp
Cresce uso
de focinheira em parques
24/01/2005 - 11h28m

Sandra Motta - Diário de S.Paulo
SÃO PAULO -
Timidamente, começa a aumentar o cumprimento da lei que obriga o uso
de coleiras e guias nos cães que circulam nos parques da capital
paulista e, no caso de raças mais ferozes, também com focinheira e
enforcador. A maioria está aprovando a medida. Neste domingo, no
Parque do Ibirapuera, onde há fiscalização desde o domingo passado,
até as 15h a Guarda Civil Metropolitana (GCM) tinha realizado 40
abordagens a donos de cães das raças pit bull, rotweiller, mastim
napolitano e american staffordshire terrier, consideradas mais
perigosas. Entre os abordados, cinco estavam com os equipamentos
exigidos e os colocaram em seus animais. O restante foi orientado a
retornar para casa.
No domingo anterior, nenhum dos 43 abordados tinha os equipamentos e o
dono de um pit bull que desacatou a GCM acabou sendo detido.
O secretário do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge, explica que
as regras para os animais valem para os 32 parques da capital, mas que
está se fazendo inicialmente um esforço concentrado no Ibirapuera e no
Parque do Carmo.
- O Ibirapuera foi escolhido pela grande freqüência, estamos avaliando
o trabalho lá, que serve inclusive para outros departamentos da guarda
ver como isso funcionará - destacou.
http://oglobo.globo.com/online/plantao/163984770.asp
Negócio bom pra cachorro
Hotéis de luxo abrem as portas para os bichos de estimação
Cães e gatos de
hóspedes começam a ser bem-vindos nos hotéis cinco estrelas de São
Paulo. É uma clientela exigente, que ganha mimos e mordomias, e que
gera lucros para os empresários.
Os hotéis tentam a todo custo receber uma
clientela exigente, que torce o nariz para comida mal-preparada e que
só dorme em cama bem macia. Não, não são empresários ou estrelas da
música internacional... São os animais de estimação dos hóspedes.
Cães e
gatos começam a ser bem vindos nos hotéis de luxo da capital paulista
e ganham mimos e mordomias - até garçom no quarto. É uma estratégia
que dá lucro...
A taxa de
ocupação de hotéis que recebem os bichinhos aumentou, e o cliente
satisfeito acaba voltando. Até mesmo o paulistano experimentou e
aprovou a novidade: alguns hóspedes desses hotéis são moradores que
decidiram reformar a casa e procuraram um lugar que aceitasse os
bichinhos.
O novo
filão despertou mais negócios. Em quase todos os shoppings, cães e
gatos também são muito bem recebidos. Não se trata de pet shop, mas de
um shopping inteiro - daqueles lotados de humanos.
Pelos
corredores, passos curtos e olhares sempre curiosos. É como se eles
estivessem em casa. Tem até bar privativo, com água fresca.
Se o pêlo
não está à altura, que tal uma passadinha no salão de beleza? Até para
dar uma folga ao acompanhante... "Eu passeio, faço compras e ela fica
e depois sai linda e maravilhosa", diz a funcionária pública Sueli
Guedes.
A expressão
da criançada diante da vitrine dá uma idéia do sucesso que eles fazem
por aqui. Mas não é possível andar por todo lado...
"Nós
limitamos algumas áreas. Por exemplo, na área de alimentação é
proibido a entrada dos bichinhos. Se forem cachorros grandes, eles têm
que entrar com focinheira", explica a gerente de marketing Marinei
Cestari.
O
estacionamento é uma opção. Por R$ 4, o cão tem direito à comida e
música: bossa nova para relaxar, enquanto o dono dá uma volta.
Até nas
férias dos donos os cachorros estão conseguindo embarcar com mais
facilidade. Os hotéis, que até pouco tempo não aceitavam os
companheiros de quatro patas, agora estão abrindo as portas para os
bichos de estimação.
Em um hotel
sofisticado de São Paulo, o cachorro se hospeda na suíte, e tem
direito à refeição servida no quarto pelo garçom. A diária do bicho
custa R$ 90, 10% do valor da hospedagem do dono.
"Se o
cachorro faz parte da família do hóspede, ele é nosso hóspede também e
merece toda a atenção do hotel", observa a atendente do hotel,
Gabriela Casão.
Em uma
outra rede, um brinde logo na recepção. O cachorro recebe um kit com
pá e brinquedos. Karol já se hospedou com a dona no hotel cinco vezes.
Com
ar-condicionado, TV a cabo e cama macia, ela não faz cara feia, para a
felicidade dos vizinhos e de Cleide, a dona que quer tê-la sempre por
perto.
"Ela está
acostumada a conviver com a gente. E até que é uma cachorra simpática,
então todo mundo acaba brincando", constata a veterinária Cleide
Silva.
Para os
donos, um agrado. Para os hotéis, um negócio bom para cachorro. "A
gente tem uma boa satisfação, uma boa resposta dos nossos clientes. A
gente tem hóspedes bastante fiéis aos nossos empreendimentos, em
função desse benefício que eles encontram", declara a gerente de
operações Christina Munte.
Só cães
muito grandes - como o dogue alemão - não são aceitos nos hotéis. O
cliente que se hospeda com o companheiro de estimação precisa seguir
algumas regras.
Nas áreas
comuns, por exemplo, cães e gatos devem estar sempre no colo do dono
ou na caixinha. E geralmente o hotel coloca o bichinho em um andar
menos movimentado.
Leia mais notícias da segunda
quinzena de janeiro
|
|