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Jornal A Notícia 21/02/2006
http://portal.an.com.br/2006/fev/21/0ger.jsp
Florianópolis -
Entidades
ligadas à proteção dos animais irão cobrar rigor do governo do
Estado no combate à farra-do-boi em Santa Catarina. O instituto "É
o Bicho", de Florianópolis, mandou uma carta aberta ao governador
Luiz Henrique da Silveira (PMDB) em que pede empenho e ações
contra à prática, registrada no litoral, principalmente, no
período em que antecede à Semana Santa.O instituto reivindica a
elaboração, com antecedência, de um plano preventivo e educacional
contra maus-tratos, além de fiscalização rigorosa nas semanas em
que a "brincadeira" é verificada no Estado. "Relatos populares dão
conta de que a polícia pouco ou nada faz para coibir a farra. Os
turistas já começam a expressar repúdio em visitar nossa terra
que, como outras no País, fica cada vez mais conhecida como lugar
onde pessoas maltratam os animais para se divertir, desobedecendo
as leis", diz o instituto em e-mail enviado a autoridades do
governo do Estado e órgãos de segurança pública.
Os representantes do "É o Bicho" entendem que a legislação que
define a farra-do-boi como crime não vem sendo cumprida no Estado
e falam em mortes de animais, prejuízos em propriedades e
veículos, e transtornos no trânsito. "A farra-do-boi estimula a
violência e a covardia", pensa a professora Paula Brügger, do
departamento de Ecologia e Zoologia da Universidade Federal de SC.
Em Governador Celso Ramos - município com uma das maiores
incidências da prática no Estado - a Prefeitura decidiu criar uma
comissão e realizar uma consulta popular na cidade sobre a
farra-do-boi.
Um dos rituais mais selvagens envolvendo crueldade contra animais.
Todos os anos, com mais freqüência na época da Páscoa, centenas de
bois são torturados e mortos em mais de trinta comunidades de
Santa Catarina.
Antes do evento o boi é confinado sem alimento disponível por
vários dias. Para aumentar o
desespero do animal, comida e água são colocados num local onde o
boi possa ver, mas não possa
alcançar. A Farra começa quando o boi é solto e perseguido pelos
"farristas", que carregam
pedaços de pau, facas,lanças de bambú, cordas, chicotes e pedras -
homens, mulheres e crianças - e perseguem o boi que, no desespero
de fugir, corre em direção ao mar e acaba se afogando.
Fontes da WSPA-Brazil (World Society for Protection of Animals)
afirmam ter visto bois sendo
torturado de diversas maneiras:
- Animais banhados em gasolina e depois incendiados,
- Pimenta jogada em seus olhos que, geralmente, são arrancados.
- Participantes quebram os cornos e patas do animal e cortam seus
rabos.
- Os bois podem ser esfaqueados e espancados, mas há um certo
"cuidado“ para que o animal permaneça vivo até o final da
"brincadeira".
Essa tortura pode continuar por três dias ou mais! Para as pessoas
que moram na área litorânea, onde a barbárie acontece, a Farra do
Boi é apenas uma oportunidade pra se fazer uma festa e de se
ganhar algum dinheiro extra, pois alguns moradores aproveitam para
vender bebidas e petiscos para os participantes.
Tudo isso é comprovado nos vídeos do site:
http://www.farradoboi.info/farra/movies/indexp.shtml
e nas fotos do site:
http://www.farradoboi.info/farra/gallery/indexp.shtml. |
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