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Bargas Filho / Agência Anhangüera
Três homens foram presos sexta-feira por terem matado uma capivara
pesando cerca de 80 quilos, no bosque do Parque Jambeiro, em
Campinas. Por ser animal silvestre cuja caça é proibida pela
Constituição, os homens foram autuados por crime ambiental e cada
um foi multado em R$ 612,53. Eles acabaram ficando presos porque
estavam com uma espingarda e um revólver de calibre 38. Por isso,
foram autuados em flagrante por porte ilegal de arma, com base no
Estatuto do Desarmamento, sem direito a fiança, e foram
encaminhados para uma das unidades do Complexo Penitenciário
Campinas-Hortolândia.
A prisão aconteceu às 8h. Policiais militares da Força Tática
receberam informação que vários tiros estavam sendo disparados no
bosque que fica no final da Rua Bibiano Claro Roman. Os policais
conseguiram fazer a detentção de três homens que, segundo a versão
divulgada, estavam armados com revólver e espingarda e haviam
acabado de abater o animal.
O auxiliar de escritório Ednan Debói Marcelo, de 19 anos, e os
vigilantes Luís Fabiano Soares Amorim, de 21, e José Teles
Carneiro, de 45, foram presos e falaram, em depoimento, que
pretendiam comer a carne do animal durante o Natal. Todos residem
no Parque Jambeiro. Nenhum dos acusados tem antecedentes
criminais. Porém, por terem sido autuados pelo porte de arma foram
encaminhados para a cadeia onde deverão passar o Natal. Eles não
quiseram dar entrevistas mas confirmaram que estavam caçando para
comer.
http://www.cosmo.com.br/cidades/campinas/integra.asp?id=133843
Transporte
de gado tem gerado críticas na UE
Eliminadas as
subvenções ao transporte de animais na UE
24.12.2005
União Européia reage a críticas, implementa acordo de Hong Kong da
OMC e exige melhor proteção a animais de abate. Associação de
Agricultores da Alemanha critica imediatismo da medida e acredita
Brasil, Argentina, Austrália e Nova Zelândia vão substituir países
da UE no transporte.
Diante das denúncias cada vez mais freqüentes, nos últimos anos,
sobre o transporte de animais em condições inaceitáveis, a União
Européia tomou uma decisão radical. A partir deste sábado,
Bruxelas não paga mais subsídios ao transporte de animais vivos
para o abate entre países do bloco.
A medida, anunciada nesta sexta-feira (23/12), só faz uma exceção:
a exportação de bovinos para procriação continua sendo
subvencionada, "mas só se esta for em quantidade bem mais reduzida
e em condições bem melhores do que até agora", alertou o
Ministério alemão da Agricultura.
Não só proteção aos animais
"A opinião pública está muito preocupada e que saber se, no longo
transporte internacional de animais, a proteção aos animais é
garantida", justificou a Comissária de Agricultura da EU, Mariann
Fischer-Boel.
Ela usou ainda como argumentos para o corte o fato de a situação
dos pecuaristas ter melhorado bastante, desde a crise da "vaca
louca". Além disso, a UE aprovou o consenso "mínimo" da
Organização Mundial do Comércio (OMC), no último fim de semana em
Hong Kong, que obriga o bloco a suprimir todas as subvenções à
exportação de produtos agrícolas (no valor de 2,6 bilhões de euros
ao ano) até 2013.
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Animais a caminho do abateSegundo dados da Comissão Européia, a UE
exportou 174 mil bovinos para o abate em 2004 e restituiu 52
milhões de euros em custos de transporte aos pecuaristas. A maior
parte das exportações de animais vivos para fora da Europa vai
para o Líbano, para onde foram vendidos 66 mil cabeças de gado em
2005. No ano anterior, foram 124 mil rezes.
O ministro alemão da Agricultura, Horts Seehofer (CSU), disse que
a medida é "aceitável para o pecuaristas e um passo conseqüente
para uma melhor proteção aos animais. "Nos últimos anos, ocorreram
muitos casos de maus-tratos de animais", disse em Berlim.
Críticas
A Associação dos Agricultores Alemães (DBV) – que inclui também os
pecuaristas – admitiu que entende a decisão da UE, "mas ela veio
com prazo muito curto para uma adaptação econômica. Além disso,
ela não resolve o problema, porque países como Brasil, Argentina,
Nova Zelândia e Austrália vão substituir os Estados europeus no
transporte de animais vivos".
A comissária também sabe disso. "Apesar das normas rígidas de
proteção aos animais, a União Européia não pode garantir 100% que
elas sejam cumpridas fora das fronteiras do bloco", disse
Fischer-Boel. "Mas com o corte das subvenções, a Comissão Européia
dá um claro sinal de que a proteção aos animais não é uma palavra
oca", acrescentou.
http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1835394,00.html
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