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Ativista agredida em protesto no ABC/SP
Andrea Catão
Do Diário do Grande ABC
Manifestantes da ONG (Organização Não-Governamental) Sasp (Salvem
os Animais, Salvem os Planetas) organizaram na tarde de
quarta-feira protesto no estacionamento do ABC Plaza Shopping, em
Santo André, com o objetivo de motivar os lojistas a não
comercializar produtos com pele de animais. Cerca de 20 pessoas
participaram do ato.
Por volta das 17h, alguns membros do grupo teriam começado a citar
o estabelecimento da rede Vivl’eroá que, segundo os manifestantes,
estaria vendendo pele de animais. Diante da menção à loja, a
gerente da seção masculina teria ido pedir que finalizassem o
protesto. “Para não criar confusão, guardamos o material”, disse
uma adolescente membro da ONG.
Segundo um outro adolescente que tomou parte do protesto por ser
vegetariano, posteriormente entraram no shopping sem os cartazes e
se dirigiram à loja. Neste momento, ele disse que a garota foi
“agredida” pela gerente. A menina diz o mesmo. “Segundo ela, o
grupo saiu sem que houvesse necessidade de a gerência chamar os
seguranças do shopping.
O coordenador da rede Vivl’eroá na região, Marcelo Faria, diz que
a loja não comercializa pele de animais. Faria garantiu também que
a gerente não agrediu os manifestantes.
Baleeiros japoneses e Greenpeace medem forças nas águas da
Antárctica
22.12.2005 - Reuters, AP
Uma frota baleeira japonesa e vários activistas da Greenpeace
estão a medir forças nas águas da Antárctica, com os últimos a
tentar impedir a caça à baleia que Tóquio justifica com fins
científicos.
Depois de um mês à procura, a Greenpeace conseguiu descobrir seis
navios japoneses que estão no mar desde 8 de Novembro para caçar
baleias, centenas de quilómetros a Sul de Perth.
Dois navios da Greenpeace, “Esperanza” e “Arctic Sunrise”,
lançaram ontem botes insufláveis que se posicionaram entre os
barcos carregados com baleias, que tinham estado a caçar noutras
zonas e regressaram prontos a descarregar a carga, e o
“navio-fábrica”.
“Alguns dos barcos quiseram afastar o ‘Esperanza’ ao tentar
colidir com ele”, explicou Steve Shallhorn, director da Greenpeace
Austrália.
O Japão abandonou a caça comercial à baleia em 1986, em linha com
uma moratória internacional mas, no ano seguinte, começou o que
chama um programa de investigação científica. Críticos dizem que o
programa é apenas uma caça comercial disfarçada para abastecer os
restaurantes de luxo japoneses.
Apesar da desaprovação internacional, o Japão anunciou em Junho
planos para quase duplicar a sua caça anual de baleias-anãs para
850 animais e passar a capturar outras duas espécies: a
baleia-comum e baleia-de-bossa.
A Austrália é uma crítica feroz ao programa japonês. Na semana
passada, o primeiro-ministro John Howard reiterou a sua oposição
num encontro com o seu homólogo japonês, Junichiro Koizumi, à
margem de uma cimeira regional na Malásia.
Hoje, Howard avisou a Greenpeace e os baleeiros japoneses contra
comportamentos perigosos. “Não apoio acções que ponham vidas em
perigo ou que violem a lei”.
Ian Campbell, ministro do Ambiente australiano, disse hoje que os
japoneses deverão ficar chocados com as imagens captadas pela
Greenpeace do massacre de baleias. “Conheço muitas pessoas no
mundo e suspeito que a maioria do povo japonês fica horrorizado ao
ver o que a agência de pescas faz em nome da ciência”, disse
Campbell aos jornalistas na cidade de Perth.
A Agência de Pescas japonesa diz estar a considerar apresentar
queixa contra alguns activistas da Greenpeace que tentaram subir a
bordo dos navios japoneses. “A nossa investigação está conforme um
tratado internacional e é perfeitamente legítima”, disse Hideki
Moronuki, responsável pela questão das baleias na agência.
“Repetidas vezes o dissemos à Greenpeace e lançámos os nossos
canhões de água sobre eles como aviso, mas eles ignoraram-no”.
A Greenpeace já fez saber que pretende continuar a sua acção
pacífica por, pelo menos, mais um mês. “Enquanto tivermos
combustível nos nossos navios, penso que conseguimos ficar aqui
por muitas e muitas semanas. Esta estação vai até Março e
esperamos ser um obstáculo o mais possível”, disse a activista
Shane Rattenbury a uma rádio australiana.
Hoje, a organização ecologista apelou a Canberra para evitar que
outro navio japonês se junte à frota actual. Shallhorn considera
que é altura do Governo australiano intervir e mostrar de forma
mais clara a sua oposição à caça à baleia.
Austrália autorizou o navio “Keiko Maru” a ter acesso a um porto a
sul da cidade de Hobart para um dos membros da tripulação receber
tratamento médico. A Greenpeace apela agora ao Governo para tentar
evitar o regresso do navio à frota no sábado.
http://www.publico.clix.pt/shownews.asp?id=1242669 |
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