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Prefeito de Pelotas fala sobre
cadela "Preta" e
abandono de animais
Sobre o caso Preta
http://www.diariopopular.com.br/30_04_05/ponto_de_vista.html
Algumas pessoas estranharam o fato de que o prefeito de Pelotas tenha
mantido silêncio a respeito do caso da cadela Preta quando este
ganhava as páginas de todos os jornais do país. Ora, num caso em que a
prefeitura não tem responsabilidade sobre a punição dos culpados,
seria fácil dizer o que todos esperavam ouvir e ganhar notoriedade às
custas de um ato tão brutal. Não é esta nossa prática.
Passado o momento mais crítico, tenso e dramático do triste episódio
da morte da cadela Preta, o governo municipal vem, oficialmente, se
manifestar a respeito do acontecimento que, por razão lamentável,
colocou o nome de Pelotas na mídia nacional e internacional.
Em primeiro lugar, é preciso dizer que lamentamos profundamente a
barbárie cometida nas ruas de Pelotas. O que choca, mais que tudo, é a
brutalidade e a crueldade cometidas contra um animal indefeso. Animal,
é verdade, mas um ser vivo digno do respeito mais básico que devemos
ter para com a vida.
Lamentamos, em especial, o fato de que tenham sido jovens os autores
da violência. É dos jovens que esperamos a rebeldia e as ações de
vanguarda, mas o que é ser inovador, rebelde e livre na sociedade em
que vivemos? Romper as convenções certamente não será reproduzir a
violência urbana, a covardia e a falta de amor a que somos expostos
todos os dias. Dos jovens esperamos as novas idéias, surpreendentes e
inusitadas como a reação daqueles que foram às ruas manifestar sua
indignação com a barbárie, a crueldade e a insensibilidade. Dos jovens
esperamos o sentimento sempre renovado do respeito, da alegria e da
solidariedade.
A prefeitura de Pelotas quer se solidarizar com aqueles que sofreram e
se indignaram com este ato de violência, com as sociedades protetoras
de animais e com os inúmeros autores de artigos, e-mails e cartas que
circularam pelo mundo sobre o caso Preta.
Este é o momento adequado para expormos a situação difícil que Pelotas
enfrenta na questão dos animais de rua. Temos mais de 60 mil cães nas
ruas, maltratados e abandonados, que constituem um grave problema de
saúde pública. Não há meios de resolver este problema a curto prazo.
Nosso plano de governo é explícito nesta questão: queremos recolher os
animais para que sejam submetidos à esterilização e devolvidos às
ruas, como manda a lei municipal que rege o assunto. Vamos propor um
convênio com a Faculdade de Veterinária da Universidade Federal de
Pelotas, para que os estudantes possam colaborar com o projeto e temos
confiança de que a população será nossa parceira para resolver o
problema, adotando os cães recolhidos ao canil municipal.
Por fim, deixamos nossa convicção de que Pelotas nunca mais será
notícia nacional e internacional por atos de violência e de
desrespeito à vida.
Bernardo de Souza
Prefeito de Pelotas
Diadema estuda a
realização de rodeio
Diadema entrou na onda da novela das oito da Globo, América, que
retrata a vida de peões de boiadeiro. Esta semana deve ser protocolado
na Prefeitura de Diadema um pedido de alvará para a realização de um
rodeio na cidade. Embora a assessoria de imprensa da administração
municipal não confirme encontro com empresários do setor, os
entendimentos estariam avançados a ponto dos organizadores já estarem
juntando a documentação necessária para o pedido de alvará.
O Departamento de Imprensa da prefeitura informou que a reunião não
ocorreu e que não há qualquer intenção de que um rodeio seja realizado
na cidade por duas razões, a primeira porque não há área disponível e
adequada para a realização deste tipo de evento e também devido à uma
lei municipal, a 2374/04, que proíbe a utilização de animais em circos
e espetáculos semelhantes.
"A cidade tem uma norma que permite a festa e tem um pessoal querendo
realizá-la, e essa primeira reunião aconteceu para estabelecer a
viabilidade. Eu também sou contra os maus-tratos aos animais, sou
contra o cedenho (tira de couro que pode ser usada para amarrar os
testículos do bicho para que este fique mais agitado). Não é verídico
que usem isso para o animal pular, então, como é que as éguas pulam
também? É uma ilusão. Nossa lei municipal proíbe o uso de cedenho, mas
autoriza a festa", explicou o vereador Laércio Soares (PCdoB), que
participou do encontro entre os empresários com o prefeito em
exercício, Joel Fonseca Costa (PT), e com o secretário de Governo,
Oswaldo Misso. Também integraram a reunião representantes das
secretarias de Desenvolvimento Econômico, Esportes, e do Jurídico da
prefeitura.
n Apresentação - Se o rodeio acontecer em Diadema, este vai ser o
segundo evento do tipo a ser realizado na cidade, o primeiro foi em
2000, porém, na ocasião foi proibida a apresentação de animais por
conta de uma ação do Ministério Público alegando o sofrimento dos
cavalos e touros.
O comunista explicou que na época não havia uma legislação específica
sobre a realização desse tipo de evento. "Em 2002 foi regulamentado
por decreto federal, caracterizando o rodeio como uma festa esportiva
e transformando o peão num atleta. Com isso se deu toda a
regulamentação".
O local onde o evento seria realizado não está definido ainda, isso
deve acontecer esta semana, quando a empresa organizadora fechar o
contrato de locação e juntar os documentos necessários para obter o
alvará da prefeitura. "Tem que ser um terreno de pelo menos dez mil
metros quadrados e há poucas opções na cidade. Temos que avaliar um
lugar onde não tem residência próxima para não perturbar, de fácil
acesso, e lugar para guardar os animais. Estamos avaliando três áreas,
uma no Corredor ABD, outras duas na Fagundes de Oliveira, no bairro de
Piraporinha; qualquer uma delas é possível fazer", disse o vereador.
n Público - Mesmo sem a apresentação de animais, o rodeio realizado em
2000 teve grande participação do público. Em Itanhaém está acontecendo
um grande evento do tipo em comemoração ao aniversário da cidade. O
rodeio começou na quarta-feira (20) e termina hoje (24). Segundo o
site da prefeitura daquela cidade, só nos três primeiros dias do
evento mais de 100 mil pessoas passaram pela festa.
Conforme Soares, a participação de artistas muito conhecidos também
está sendo avaliada. "Os organizadores vão tentar trazer as duplas
Zezé di Camargo e Luciano, e Bruno e Marrone", concluiu. Na contramão
da moda ditada pela novela global, o cantor Chico Cesar acaba de
gravar um CD, no qual fala da sua repulsa aos rodeios. A música Odeio
Rodeio, fala da tortura de animais: "Me tira a calma, me fere a alma,
me corta o coração, se é luxo ou é lixo quem sabe é o bicho, que sofre
o esporão".
A atividade também não é um consenso na Câmara. Se o vereador Laércio
Soares apóia a realização do rodeio, seu colega, Milton Capel (PMDB)
já anunciou que fará o que puder para impedir a sua realização. "Isso
é tortura que fazem com os animais. Vou ver se o vereador gosta que
usem o cedenho nele".
GEORGE GARCIA DE DIADEMA PARA A REDAÇÃO
http://www.grupoabcd.com.br/diademajornal02.htm
Gatos de estimação de Bento 16 são dúvida em aposentos papais
30/04/2005
Cidade do Vaticano, 30 abr (EFE).-
O papa Bento 16 instalou-se hoje, sábado, definitivamente no terceiro
andar do Palácio Apostólico Vaticano, sem que se soubesse se seus dois
gatos de estimação, que o acompanham em sua residência anterior, foram
com ele.
A família Ratzinger também tinha gatos quando Joseph era criança,
interesse que o atual Pontífice mantém até hoje.
Bento 16 retirou de seu apartamento anterior todos seus pertences,
principalmente livros, mas não há informações sobre se os gatos fazem
parte da bagagem que o novo papa levou para seus novos aposentos.
A mulher encarregada de cozinhar para o papa, a alemã Agnes Heindl,
assinalou há alguns dias que o Pontífice "ama os gatos, os acaricia e
carrega no colo. Parece que com ele sempre estão à vontade".
O cardeal Tarcisio Bertone, atual arcebispo de Gênova e antes vizinho
de prédio de Ratzinger, confirmou essa torcida pelos felinos
domésticos.
Em recente entrevista a um jornal italiano, garantia que quando o
antes cardeal Joseph Ratzinger via um gato na rua, "o cumprimentava e
falava com ele e o gato, fascinado, o seguia, às vezes vários até o
Vaticano e tinham que ser afastados pelos guardas suíços".
In:
http://noticias.uol.com.br/ultnot/efe/2005/04/30/ult1766u9976.jhtm
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