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Um homem
invadiu o imóvel de seus vizinhos e esfaqueou covardemente o cachorro que
estava no quintal, que veio a morrer horas depois. Não há explicação
plausível para este ato insano e cruel.
Tatyanna, proprietária do animal morto, pede auxílio à mídia, autoridades
e população brasileira, porque não conseguiu sequer dar o flagrante, uma
vez que o assassino é despachante policial aposentado e usou de todo seu
conhecimento para escapulir da lei.
Não podemos mais admitir este tipo de fato em nosso país. Maltratar
animais é um crime previsto no artigo 32 da Lei 9.605/98! E por que os
infratores não são punidos pelo delito que cometeram? Por que há este
descaso das autoridades brasileiras quando estamos tratando da fauna,
flora e meio ambiente?
Não queremos que mais este caso acabe "em pizza", como todos os outros.
Vamos levar ao conhecimento da mídia, órgãos públicos, ONGs, enfim, este
ASSASSINO responderá perante a sociedade pelo CRIME que cometeu,
independente da profissão que exercia. Não queremos mais proteção a quem
quer que seja...!!!
*Atenção: a mensagem foi enviada em listas de
e-mail por Tatyanna Nery (
mobylizacao@bol.com.br ou
mobyjustica@bol.com.br
). Qualquer contato deve ser feito diretamente com a Tatyanna
Nery, até porque estamos em São Paulo, não somos
advogados do caso e não temos
maiores informações a respeito. Todas as informações contidas no texto
abaixo são de responsabilidade de Tatyanna Nery.
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"Nossa família está em luto absoluto pela barbárie ocorrida anteontem
em 19/04/2005 aqui na nossa residência em Guarujá - litoral de São Paulo -
Brasil.
A nossa casa está situada num grande terreno a qual chamamos de Chácara
Nery, aqui moram todos os membros da nossa família divididas em quatro
casas no mesmo terreno e tres canis com cinco cachorros (agora quatro)
sendo, um fila brasileiro chamada MOBY (adestrada e dócil), um casal de
labradores SADAM E DARAH (extremamente mansos), um poodle FRADIQUE e uma
mestiça NANY.
Procuramos viver com amor e paz, todos trabalhamos e acreditamos em Deus e
no amor como a cura para todos os desafios. Temos como lema da nossa vida
"fazer para os outros o que gostaríamos que fizessem conosco". Eu sou
membro do Greenpeace, faço parte de um grupo denominado CCA - centro para
a cura das atitudes, há dois anos e meio venho aprendendo a utilizar
nossas ferramentas internas e despertar para um novo nível de consciência
o de que somos luz, amor e 100% responsáveis pela nossa felicidade,
automaticamente tudo a sua volta se transforma inclusive e principalmente
a nossa família e tudo isso porque eu fiz essa escolha.
Contei essa breve história para localizar as pessoas que não nos conhecem.
Vamos aos fatos então.
Ocorre que meus pais saíram cerca de 8:00 horas do dia 19/04/2005, para
algumas compras no supermercado, ao retornarem ouviram gritos no portão do
fundo do quintal, imediatamente meu pai foi ver o que estava acontecendo,
prontamente abriu o portão para receber um cidadão que gritava por um
atestado de vacinação alegando que a nossa cadela fila MOBY havia mordido
a mão de sua esposa.
Meu pai pediu então que ele se controlasse para conversarem calmamente até
para que pudesse entender melhor o que estava acontecendo inclusive
pedindo que o cidadão trouxesse sua esposa para que pudesse levá-la ao
hospital urgentemente, pois no momento isso era a coisa mais importante a
fazer.
Nesse momento o homem saca uma faca enorme de uns 40 cm e ameaça de morte
o meu pai. Eis que aparece a cadela fila MOBY toda feliz por ter visto meu
pai e pula em cima dele, nesse segundo que cadela fila MOBY estava no colo
do meu pai o homem saca a faca e covardemente a esfaqueia com dois golpes
mortais, a mesma consegue morrer em sua casinha, pois ela sabia que
durante o dia o seu lugar era lá, tanto é, que quando amanhecia ela
instintivamente ia sozinha para o canil e nós somente passávamos a
fechadura.
Por alguns segundos meu pai esteve sob choque diante daquela cena de um
assassino estar matando sua filha no seu próprio colo, passado o minuto do
choque conseguiu correr para chamar a polícia.
O cidadão continuou dentro do quintal da nossa casa e foi exatamente nesse
momento que eu cheguei pelo outro lado, pois ouvi que alguma coisa estava
acontecendo e me deparei com ele com uma faca enorme na mão solicitando um
atestado de vacinação, eu não entendi nada, mesmo porque não sabia o que
estava acontecendo muito menos que ele já havia matado a facadas a minha
cadela fila MOBY, foi quando eu pedi que ele abaixasse a arma para que ele
pudesse explicar o que estava acontecendo, ele pedia o atestado de
vacinação e eu estava tentando dizer a ele que íamos providenciar, bastava
ele se acalmar, abaixar aquela faca, já que a cachorra sempre teve
cuidados especiais desde que nasceu, tomou todas as vacinas e mesmo com
dificuldades financeiras, houve situações de eu me privar de comer alguma
coisa pela
ração dela que era Royal Canin ou Eukanuba, até que então ele resolveu ir
para a rua, pois até então ele se postava dentro do quintal da minha casa,
nesse momento ele pega a sua bicicleta; que estava no meio da rua e se
vai, eu pedi que ele esperasse para que pudéssemos resolver aquela
situação definitivamente.
Nesse momento a polícia chega e ele foge para a casa dele que
coincidentemente é quase vizinha e eu nunca havia me deparado com aquele
cidadão assassino, pois bem, a polícia chegou nos ouviu e foi até ele para
prestar socorro à vítima e ouvir a sua versão. É quando ele corre para
dentro, começa a gritar e insultar os policiais e joga o documento RG
através do muro e chama a corregedoria da polícia militar, alegando que os
policiais estavam invadindo a sua residência.
Nesse meio tempo, fui até o canil com um dos policiais e me deparei com
uma das piores cenas da minha vida, e por alguns segundos fiquei
pensando... Voltei no tempo, a minha cadela fila MOBY fiel, companheira,
dócil que deitava no meu colo, rolava com as crianças na grama, que
obedecia a todos os nossos comandos, que vivera até então sete anos
conosco e que eu tanto amava, diante de uma possa enorme de sangue com
ferimentos horríveis no pescoço. Acordei com a chegada da minha mãe
acompanhada da veterinária que prontamente detectou que não havia o que
fazer foi então a minha maior dor, pois tive que fotografar essa cena.
Em menos de cinco minutos chega no local um superior militar, um tenente,
somente para certificar-se da conduta dos policiais, ou seja, para
verificar se os policiais estavam abusando de seu poder invadindo a casa
de um cidadão inocente.
Confesso que fiquei indignada com tal atitude e que desconhecia tamanha
presteza e eficiência da polícia com seus funcionários, ou seja, o
policial poderia ter sido afastado do seu cargo porque um mentiroso ligou
e disse que eles estavam invadindo a sua residência, a polícia ao invés de
prender vira presa!
Os policiais militares estavam fazendo o seu trabalho, atendendo ambas as
partes envolvidas no episódio defendendo a sociedade e solicitando
esclarecimentos daquela situação mas o cidadão assassino, mal caráter
tentou dar uma de louco ou superior a tudo e a todos ligando para a
corregedoria e mentindo sobre os policiais pois nós vimos quando os mesmos
chegaram em sua residência, há várias testemunhas a respeito desse fato e
mais uma pena para esse infeliz cidadão que essa sua atitude caracteriza
crime previsto no artigo 340 CP, ou seja, comunicação falsa de crime.
Eu e meu irmão, bacharel em direito acompanhamos os policiais até a
delegacia para fazer o BO, foi aí que liguei para a UIPA, e falei com a
protetora dos animais, mas infelizmente naquele momento não poderia estar
presente, mas me tranqüilizou dizendo que além de todos os delitos
cometidos o cidadão ainda estaria enquadrado no artigo 32, parágrafo 2º da
Lei 9605/97 (Lei do meio ambiente, que prevê o crime de maus tratos contra
animais silvestres, domésticos ou domesticáveis, ocasionando-lhe a morte)
e que estaria acompanhando o caso.
O cidadão assassino se enquadrava em vários crimes inclusive em situação
de flagrante, pois acabara de cometer vários delitos tipificados no código
penal, entre eles, por ter entrado em nossa residência sem consentimento
(artigo 150 CP, violação de domicílio) com uma arma e ameaçando a todos de
morte (artigo 147 CP, crime de ameaça), de fazer justiça com as próprias
mãos (exercício arbitrário das próprias razões - artigo 345 CP) e
finalizando o evento com a morte do animal (artigo 163 - parágrafo único,
I, dano qualificado, pena de seis meses a tres anos).
O delegado então pediu para que as polícias civis, juntamente com a
polícia militar voltassem ao local e trouxessem o cidadão para a delegacia
para prestar os seus esclarecimentos, eu e meu irmão acompanhamos a
diligência.
O cidadão abriu a porta conversou civilizadamente com os policiais e se
apresentou como despachante policial aposentado, confessou que matou mesmo
e não queria nem saber e disse que não iria se locomover para a delegacia
naquele momento alegando que sua mãe de 91 anos estava muito preocupada
com todas aquelas viaturas de polícia diante de sua residência e ainda,
que se meu irmão não saísse dali ele iria atirar. Portanto presume-se que
o cidadão possua arma de fogo em seu poder, e caso não esteja de acordo
com o novo estatuto do desarmamento pode estar cometendo mais um crime
permanente e ser preso em flagrante a qualquer momento.
Os policiais não conseguiram conduzi-lo para a delegacia vislumbrando-se
assim omissão por parte da autoridade policial, o que nos indignou de tal
forma que perguntei para os policiais em alto e bom som "Se fosse eu que
tivesse dado uma facada nele, o que vocês iriam fazer?" Eles não me
responderam.
Retornamos para a delegacia, tentamos falar novamente com o delegado, foi
quando tomamos a decisão de ir até o fórum falar com um promotor de
justiça. Do fórum a promotoria telefonou para o delegado titular, o mesmo
alegou que tivéssemos calma, pois de um grão de areia poderia acontecer
uma tsunami, porém esta enorme onda já havia nos atingido.
Retornamos à delegacia e o delegado do caso havia saído em diligência para
a casa do cidadão assassino. Sendo assim, sentamos na delegacia e ficamos
aguardando algum esclarecimento do porque até aquele momento o cidadão
assassino, após ter cometido tantas infrações penais ainda não ter sido
conduzido ao DP.
Com a chegada do delegado do caso, ficamos sabendo que o cidadão havia
convocado três advogados e que os mesmos ficaram do lado de fora da
residência e pediram que o cidadão abrisse a porta para que pudessem
conversar, mas quando eles disseram que estavam com o delegado, o cidadão
mandou todo mundo embora, pois não iria atender ninguém. O delegado
retornou para o DP sem o cidadão assassino e findava-se o flagrante
presumido.
Muito bem, nos acalmamos conversamos com o delegado ele instaurou um Termo
Circunstanciado instruído com as fotos da cadela fila MOBY esfaqueada e o
atestado de vacinação que o cidadão assassino tanto queria ver. Na minha
opinião esse não era o procedimento adequado, pois o assassino deveria ter
sido conduzido à delegacia e sido instaurado o auto de prisão em flagrante
por parte da autoridade policial tendo em vista que a pena do crime
principal ultrapassa o limite de dois anos no âmbito do juizado especial
criminal.
Ontem fui trabalhar, mas não parei de pensar no assunto liguei para a
protetora dos animais e ela me informou que as pessoas mordidas por cães
devem procurar o serviço anti-rábico e lá receberão as informações
adequadas sobre a necessidade ou não da vacinação e que certamente se o
cidadão tivesse comparecido ao serviço municipal os funcionários teriam
entrado em contato comigo para apresentação da carteira de vacinação da
Moby e até o presente momento não temos conhecimento de que isso tenha
acontecido, mesmo porque não sabemos qual foi à extensão da lesão ocorrida
na suposta vítima.
À noite quando nós irmãos conversávamos todos pensaram a mesma coisa, nós
acreditamos em Deus e se essa justiça aqui é falha, a divina nunca é, e a
melhor coisa que temos que fazer é divulgar esse crime para que todos
saibam o que aconteceu conosco para que mais pessoas não passem por esse
terrível episódio.
Denunciem quem maltrata e principalmente quem mata os animais. Inclusive
aproveito o ensejo para pedir que se alguém puder me ajudar, preciso de
ajuda para divulgação e gostaria muito de saber a opinião das pessoas com
respeito a esse caso.
Por favor me escrevam!
mobylizacao@bol.com.br ou
mobyjustica@bol.com.br
Agradeço primeiramente a Deus, a minha família e a todos os meus amigos
que sempre estão me apoiando".
Tatyanna Nery
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NOME: Tatyanna Nery
EMAIL: mobylizacao@bol.com.br
Guarujá, 21 de abril de 2005. |
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