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Saiu no Suplemento Agrícola do Estadão: Abate de cavalo rende US
34 mi
De maneira absolutamente comercial e fria, falam doabate, lucro e
vantagens deste comercio. Que tal nos mexermos??? Esta não é uma
cultura brasileira, é tudo para exportação.
Carne de cavalo rende US$ 34 mi
País produz 1.750 t/mês da iguaria, que, transformada em filés
e outros cortes, segue principalmente para a Europa
AGROINDÚSTRIA
Beth Melo
O frigorífico Pomar, em Araguari (MG), deve exportar, este ano,
4.800 toneladas de carne eqüina.
Os principais destinos, segundo o diretor de Operações da empresa,
Guilherme Rinzler, são Europa, 'disparado', e Japão. A média
mensal embarcada é de 400 toneladas. 'O mercado é pequeno', diz.
'A dificuldade maior é conseguir animais para abate em boas
condições sanitárias, a preços competitivos e com peso adequado.'
Mercado comprador existe, mas
falta produção regular, segundo o diretor do Pomar, que compra
animais principalmente de São Paulo, Goiás, Tocantins, Minas
Gerais e Bahia. 'Temos um número grande de fornecedores, num raio
de mil quilômetros de Araguari', diz. 'Nossa equipe sai a campo
para comprar os animais.' Quanto ao preço pago por animal, Rinzler
limita-se a dizer que o valor varia conforme o peso vivo.
Franceses e belgas, principalmente, apreciam essa carne. Para
atender a esses consumidores, são embarcados, além de cortes
especiais (filé, contrafilé e alcatra), carne para a indústria,
que corresponde ao restante da carcaça do animal. 'O filé é o
corte preferido', diz. A carne resfriada para o mercado europeu
segue por avião. A maioria, porém, cerca de 90%, segue congelada,
por navio.
'Misturada a outras carnes, nos países de destino, ela vira
mortadela, salsicha e defumados', afirma, e acrescenta que a carne
eqüina é comparada à carne de vaca, porém um pouco mais fibrosa.
Segundo Rinzler, no Brasil há seis frigoríficos que fazem abates
exclusivamente de eqüinos: dois no Paraná (juntos, exportam cerca
de 800 toneladas mensais de carne eqüina); dois no Rio Grande do
Sul (enviam cerca de 450 toneladas/mês) e dois em Minas Gerais
(exportam 500 toneladas mensais).
Ele diz que este ano as exportações de carne eqüina não estão tão
compensadoras, por causa da desvalorização cambial.
VENDAS EM ASCENSÃO
O País detém o terceiro maior rebanho eqüino do mundo, perdendo
apenas para China e México. O rebanho brasileiro conta com 5,9
milhões de cabeças.
A criação de cavalos e as atividades correlatas empregam cerca de
1 milhão de pessoas no País. As exportações brasileiras de carne
eqüina devem ficar
perto de US$ 34 milhões em 2005. Em 1996, as receitas somavam US$
21,3 milhões; em 2004, esse número saltou para US$ 31,36 milhões,
um aumento de 50%. Até junho deste ano, as vendas haviam alcançado
US$ 16,67 milhões. Essas e outras informações fazem parte do
estudo sobre o complexo do agronegócio cavalo no Brasil, que será
divulgado em dezembro pela Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil (CNA).
Segundo o agrônomo e professor do Departamento de Economia da
Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP),
Roberto Arruda de Souza Lima, que está na coordenação técnica do
estudo, os principais mercados de carne eqüina são Europa e Ásia.
A maior parte dos embarques do Brasil - que ocupa a quarta posição
entre os exportadores - é suprida com animais originários do Rio
Grande do Sul, Paraná e Minas. 'O produto brasileiro atende a
cerca de 30% da demanda de carne eqüina da França e
Bélgica, os maiores importadores do bloco europeu.' De acordo com
Arruda, o mercado importador de carne de cavalos tem duas
características. Há países que compram apenas para o consumo
doméstico, como Suíça e Japão. Outros, porém, consomem pequena
parte do que é importado e reexportam o maior volume. 'Caso da
França, Itália e da Bélgica', diz. No grupo de grandes
exportadores destacam-se alguns países da América do Sul, como
Brasil, Argentina e Uruguai.
'Argentina é o maior entre estes', afirma. Rinzler conta que, nos
anos 70/80, o Japão, que era o maior consumidor de carne eqüina,
com 70 mil toneladas anuais, reduziu suas compras. Até setembro
deste ano, o país importou somente 6.200 toneladas. 'A queda foi
decorrência de uma lei, que passou a exigir a declaração de que a
carne era de cavalo', explica. ?
CSAIBA MAIS: CNA, tel. (0--61) 3424-1419; Esalq, tel.
(0--19) 3417-8705; Pomar, tel. (0--34) 3242-1066 |
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