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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Senado americano aprova cortes sociais e prospecção no Alasca

 

03 Nov 2005

 

EFE - O Senado dos EUA aprovou hoje, por estreita margem de votos, um polêmico projeto de lei que inclui cortes a programas de previdência social para os pobres, e permite a prospecção petrolífera em uma área protegida no Alasca.
Com 52 votos a favor e 47 contra, os senadores deram sinal verde ao projeto após uma agitada sessão de debate e votação sobre uma série emendas, entre elas uma iniciativa democrata que teria eliminado o plano de prospecção petrolífera.
O Senado, dominado pelos republicano, aprovou uma série cortes, totalizando cerca de US$ 36 bilhões em um prazo de cinco anos, com o objetivo de frear o aumento da despesa fiscal.
O projeto de lei passa agora à Câmara de Representantes, onde existem ainda mais divisões a respeito do futuro de programas sociais que dão cobertura médica e vales-refeição aos pobres, idosos e deficientes físicos.
Os senadores derrotaram por estreita margem a emenda proposta pela democrata Maria Cantwell para eliminar a proposta de prospecção petrolífera do projeto legislativo.
Os Estados Unidos importam cerca de 60% do petróleo consumido no país, e os partidários da medida insistiram hoje que esta ajudará a reduzir a dependência do petróleo estrangeiro e, de quebra, criará mais empregos em casa.
O republicano Pete Domenici, presidente do Comitê de Energia do Senado, disse que a aprovação alerta os principais países exportadores de petróleo de que os EUA encaram com seriedade o objetivo de abastecer sua crescente demanda de combustível.
"Os EUA não permitirão que nossos consumidores ou nossa economia sejam vítimas do galopante preço do petróleo no mundo", acrescentou Domenici.
A exploração petrolífera -que começaria dez anos depois da aprovação final- poderia proporcionar um milhão de barris diários adicionais ao país, 20% do petróleo importado pelos Estados Unidos, segundo seus partidários.
Entretanto, entre os que se opõem ao projeto de prospecção na região protegida no norte do Alasca - entre eles o grupo ecologista Sierra Club -, destacam não haver petróleo o suficiente na área para justificar o dano ecológico aos animais que a habitam.
"Os Estados Unidos precisam de um plano energético melhor e não de ofertas atrativas às companhias petrolíferas", disse Cantwell, prevendo que a medida prejudicará o Refugio Nacional de Vida Animal no Ártico do Alasca.
O projeto de exploração das reservas calculadas pelo Governo americano entre 5,6 bilhões e 16 bilhões de barris de petróleo já tinha sido aprovado este ano no Senado mas, sob pressões políticas, foi bloqueado.
O Refúgio, estabelecido em 1960 pelo presidente Dwight D.
Eisenhower, é uma zona de 79.380 quilômetros quadrados sem infra-estruturas terrestre e que só é acessível por meio de hidraviões.
O Refúgio abriga 45 espécies de mamíferos (entre eles ursos polares, lobos, alces e baleias), 36 espécies de peixes e 180 de pássaros praticamente isolados de todo o contato humano.

 

http://br.news.yahoo.com/051104/40/yyif.html

 

 

Galo morto no interior de SP pode ter sido vítima de gripe aviária

 

da Agência Folha

A Secretaria da Saúde de Marília (444 km a noroeste de São Paulo) vai encaminhar na quinta-feira (3) ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, o corpo de um galo que morreu com sintomas de infecção respiratória.

O dono da ave, que não teve a identidade revelada, suspeita que ela possa ter morrido de gripe aviária.

"A princípio, não acreditamos que seja, mas vamos investigar", afirmou Lupércio Garrido Neto, coordenador da divisão de zoonoses da Secretaria da Saúde de Marília.

"Ele [o dono da ave] nos procurou, relatando que um galo havia morrido em razão de uma doença respiratória aguda, com muita secreção no sistema respiratório, febre, com as penas arrepiadas, e ele suspeita que há aves migratórias na região de um lago perto de sua propriedade", disse Neto.

Ainda de acordo com o coordenador, o corpo do galo será encaminhado ao instituto para a identificação do que teria levado a ave à morte.

A Secretaria da Saúde afirmou que a região onde existe a chácara onde o galo morreu não havia sido interditada. "Teremos uma reunião amanhã [quinta-feira], quando poderemos ter mais detalhes sobre o caso", afirmou Neto.

 

 
   
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