TRIPOLI DERRUBA VETO
DE MARTA.
E SÃO PAULO NÃO
ENTREGA MAIS ANIMAIS DO CCZ PARA CENTROS DE ENSINO E PESQUISA.
O
vereador Roberto Tripoli (PSDB) conseguiu derrubar o veto que a
prefeita Marta Suplicy fizera ao Projeto de Lei 428/03, que proíbe a
entrega de cães e gatos recolhidos nas ruas pelo Centro de Controle de
Zoonoses (CCZ) para centros de ensino e pesquisa. Assim, a lei será
sancionada pela Câmara Municipal e São Paulo não mais fornecerá
animais de rua para serem usados em salas de aula e pesquisas.
O projeto 428/03 foi
aprovado por unanimidade na Câmara Municipal, mas vetado pela prefeita
que pretendia voltar a entregar esses sofridos e doentes animais
abandonados para pesquisas e ensino. Inclusive o veto da prefeita
provocou uma manifestação histórica do movimento de proteção e defesa
animal: 2 mil manifestantes saíram às ruas dizendo não à pretensão de
Marta e de seu secretário da Saúde, Gonçalo Vecina, de fornecer
animais para centros de ensino e pesquisa.
“Não se trata, diz
Tripoli, de impedir a realização de pesquisas ou barrar o ensino; a
questão é proteger a saúde pública e agir humanitariamente. Esses cães
e gatos, em geral, têm sua integridade física e sanitária seriamente
comprometida, podendo inclusive tornar irrelevantes os resultados dos
estudos”.
Tripoli,
ambientalista e único representante do movimento de proteção animal na
Câmara, lembra que “do ponto de vista ético, não se resolve o problema
da superpopulação de animais domésticos entregando os abandonados para
instituições de ensino e pesquisa. Além do mais , um animal que já
sofreu todo tipo de privação, maus-tratos, horrores físicos e
psicológicos vagando pelas ruas, tem o direito, no mínimo, de ser
sacrificado com dignidade, caso não seja possível encaminhá-lo para
adoção”.
Regina Macedo
assessora
de imprensa do vereador Roberto Tripoli
FONES - 31112463 -
96277187
31 de dezembro de 2004
TSUNAMI MOSTRA QUE
ANIMAIS TÊM "SEXTO SENTIDO"
As autoridades que cuidam
da fauna no Sri Lanka anunciaram que, apesar da perda de milhares de
vidas humanas no maremoto que atingiu o sul da Ásia, não há registro
de mortes entre animais. Ondas gigantescas entraram até 3,5
quilômetros terra adentro na maior reserva ecológica da ilha, onde
existem milhares de animais.
Vários turistas se afogaram na reserva, mas, para surpresa das
autoridades, não foi encontrado nenhum animal morto. O fato
ressaltaria teorias de que os animais podem ter um "sexto sentido" em
relação ao perigo.
O Parque Nacional Yala, no Sri Lanka, abriga elefantes, antílopes,
chacais e crocodilos. Elogiado por seu trabalho de conservação da
natureza, o parque também é considerado um dos melhores lugares do
mundo para observar leopardos. Ele foi fechado depois que inundações
provocadas pelos tsunamis danificaram prédios e mataram turistas e
funcionários do parque.
Debbie Marter, que trabalha em um programa de proteção de tigres
selvagens na ilha de Sumatra, na Indonésia, uma das áreas mais
atingidas pela catástrofe de domingo, disse que não estava surpresa em
saber que não foram encontrados animais mortos. "Animais selvagens em
particular são extremamente sensíveis", disse ela. "Eles têm audição
extremamente boa e provavelmente ouviram essa inundação vindo na
distância."
"Deve ter havido vibração e pode ter havido também mudanças na pressão
do ar que alertaram os animais e fizeram com que eles fossem para
outros lugares onde se sentiam mais seguros". Há muitos relatos de
testemunhas de aves e animais migrando antes de terremotos e erupções
vulcânicas.
Há falta de provas científicas da existência do "sexto sentido" dos
animais. Se as notícias forem confirmadas, elas podem aprimorar as
pesquisas sobre o comportamento animal, que poderiam até mais tarde
levar ao uso de animais como um sistema de alerta para seres humanos.
BBC Brasil
FONTE: TERRA
http://noticias.terra.com.br/mundo/interna/0,,OI447127-EI4502,00.html