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http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=646296
A associação de defesa dos direitos dos animais ANIMAL associou-se hoje ao
Dia Internacional de Protesto contra o Uso de Pêlo através de uma acção
simbólica em Lisboa frente à Embaixada da China, país que lidera a
produção mundial de peles. A notícia é avançada pela agência Lusa.
A ANIMAL encenou um protesto simbólico recorrendo a um cabide com casacos
e acessórios de pele pendurados, cartazes com imagens de cadáveres de
animais e um activista despido e pintado de vermelho, representando um
animal esfolado e ensanguentado.
«Queremos fazer um duplo apelo: aos Governos, para que legislem contra
esta actividade e ao público, para que não use peles verdadeiras ou
falsas», disse à Lusa o presidente da ANIMAL, Miguel Moutinho.
Os protestos decorrem hoje em 33 embaixadas e consulados chineses em todo
o mundo por ser este o país onde mais animais são mortos para extracção de
peles.
O activista chamou a atenção para o facto de muitas vezes as pessoas serem
enganadas, pensando que estão a comprar peles artificiais, sem saberem que
se trata de pêlo verdadeiro.
«O pêlo chinês é muito barato porque é produzido em quantidades
industriais, em quintas de peles com condições de grande violência e
crueldade», sublinhou.
Na China são contabilizados anualmente mais de 400 milhões de animais
mortos para esta indústria, embora o valor real deva ser superior a este
número.
Raposas, martas, visons, furões, coelhos e chinchilas são alguns dos
animas produzidos nas quintas chinesas, mas Miguel Moutinho garante que
chegam também ao mercado peles de cão e de gato. «Às vezes é difícil
distingui-las», frisou.
A ANIMAL depositou no correio da embaixada uma carta dirigida ao
embaixador e autoridades chinesas na qual apelava a que ponham fim às
quintas de peles e que aprovem novas leis de protecção para os animais.
Miguel Moutinho criticou a China por ter rejeitado recentemente um pedido
da União Europeia pedindo que acabassem com as quintas de ursos para
produção de bílis (usada na medicina chinesa) e admitiu a possibilidade de
avançar com um boicote por altura dos Jogos Olímpicos de 2008, que se vão
realizar em Pequim.
- Abaixo foto do protesto em Lisboa
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