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Sorocaba: Entidades protetoras dos animais criticam cond ições do canil municipal

28/12

Representantes de entidades protetoras de animais e do Centro de Controle de Zoonoses debateram, 4ª feira (27/12), a situação do canil municipal e do destino dos cães abandonados que são recolhidos das ruas. A Prefeitura vai tentar encontrar um lugar mais adequado para abrigar os animais sadios e também deverá desenvolver ações para incentivar a posse responsável na cidade.

Durante o encontro, representantes das entidades visitaram o canil público e fizeram críticas sobre as condições em que estão sendo mantidos os animais, considerando- as como "péssimas". Apesar da redução de animais recolhidos pelo canil, os cães que ocupam o abrigo não tinham água em algumas vasilhas e em outras a ração estava suja com fezes.

De acordo com a presidente da Fundação Alexandra Schlumberger (FAS), Eliana Alegretti, aumentou o número de animais abandonados nas ruas desde que a liminar expedida pela Justiça proibiu a Zoonoses de sacrificar animais saudáveis que eram encaminhados e recolhidos, e a partir disso, segundo ela, o canil recusa-se a recebê-los, indicando as entidades protetoras como solução para acolhê-los.

Segundo Eliana, somente a FAS recebe uma média de 25 a 30 telefonemas por dia de pessoas que, por algum motivo, não querem mais seus animais e ameaçam abandoná-los. Ela entende que está ocorrendo "inversão de valores" e considera que a Prefeitura seria a gestora das ações e as ONGs, por sua vez, "colaboradoras" para recolhimento e tratamento.

Convênio

Um possível convênio com a FAS, no sentido de providenciar imediatamente um abrigo transitório para animais abandonados saudáveis, foi uma das propostas debatidas no encontro. De acordo com Ana Marisa Gonçalves Rodrigues, chefe da Seção de Prevenção e Controle de Zoonoses, a idéia pode ser viável, justamente pelo caráter de emergência do problema. A FAS tem uma chácara com boa infra-estrutura para acolher animais. "Por isso, o convênio com essa entidade seria muito interessante. Seria uma opção mais rápida e menos onerosa ao poder público do que construir um novo abrigo", destacou Ana Marisa.

Enquanto isso não acontece, o Controle de Zoonoses, segundo ela, continua responsável pelo destino dos animais abandonados no município. Para Ana Marisa, porém, o setor não tem estrutura para receber uma demanda tão grande. Ela adiantou também que há planos para um programa municipal de castração, reabilitação, posse responsável e doação de animais. Sobre às ações relativas à eutanásia de animais doentes, observação de animais agressores e controle de raiva, Ana Marisa afirmou que elas devem continuar ocorrendo no setor.

Críticas

Durante a visita feita pelos representantes das entidades ao canil público, representantes das entidades protetores viram vasilhas de água vazias, outras de ração que estavam sujas com fezes, e ainda cães infestados de carrapatos. Para o presidente da Associação Protetora dos Animais (Aspa), Jessé Cubas Garcia, é uma falta de atenção com os animais mantidos no abrigo.

Um cão pitbull estava coberto de carrapatos e segundo informações que
Jessé recebeu, o animal já estaria no canil há pelo menos doze dias, tempo suficiente para já ter sido medicado. "Por que já não fizeram isso? Aqui trabalham três veterinários" , questionou. O vereador Hélio Godoy (PSDB) e representantes da Sociedade Protetora dos Animais de Sorocaba (Spaso) também participaram do encontro.

O setor de Controle de Zoonoses respondeu ontem, por meio da assessoria de Comunicação da Prefeitura, que foi efetuado um tratamento contra carrapatos, e que no momento da visita, ocorrida por volta das 10h, os funcionários realizavam a segunda limpeza dos canis. Os vasilhames seriam lavados e a água trocada. "Às vezes os cães defecam dentro das vasilhas e não há como impedir isso", explicou a nota.

Redação Cruzeiro do Sul
http://www.cruzeironet.com.br/run/3/245317.shl

   

 


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