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Publicada em 1/2/2007
Opinião
MARIA CRISTINA ARZOLLA
http://www.gazetadepiracicaba.com.br/conteudo/
mostra_noticia.asp?noticia=1488043&area=26010
&authent=22B352144E044717F6214019310264
Não existe solidariedade quando se prende, ilude animais por 10
dias pois os alimenta e, os mata a seguir, pelo número demasiado
capturado. O discurso de apelo emocional não convence os que,
acompanham a realidade dos animais abandonados na cidade.
A polêmica não gira em torno da eutanásia dos animais doentes e
atropelados, mas no extermínio dos sadios. Não é verdadeira a
informação que todo animal na rua, transmite doença. É
imprescindível se averiguarem os fatos, pois o que se prega, em
prol da ótica da saúde publica, geram ações de repulsa, maus
tratos, induzindo a crimes contra os animais.
O canil veicula a informação na comunidade, que não é para
alimentar pombos, gatos e cães. O motivo pode ser que, eles
ficando doentes, podem ser capturados e exterminados. Os critérios
para a captura parecem que incluem o animal estar com pulgas,
estar em pontos turísticos, estarem vivos e livres.
Situações de frieza foram presenciadas por membros da SPPA, que
estando no canil, foram impedidos de salvarem um cão, quando
solicitaram que pagariam o tratamento do mesmo. A médica
veterinária trancou com cadeado a sala, anestesiou o cão e o mesmo
retornou dentro de um saco de lixo. Realmente os animais sofrem
calados e estamos no papel de exigir a proteção deles, como é
dever do Estado. Todo ato de maus tratos e morte dos animais
constitui crime ambiental.
Em junho, a SPPA recorreu à Promotoria do Meio Ambiente para
impedir a retirada de animais sadios de Parques e Praças. Os gatos
do cemitério vem sendo retirados, inclusive com o uso de gatoeiras.
Em agosto, foi protocolado um Termo de Ajuste de conduta, redigido
por
protetores de animais da cidade, com base na experiência de São
Vicente, o qual foi ignorado.
Em novembro, o Promotor, solicitou que a SPPA fizesse um Projeto
de Cooperação técnica, o qual foi protocolado dando alternativas
para castração em massa, atendimento veterinário gratuito e,
destino dos animais após 10 dias. Todas as alternativas foram
sugeridas para parcerias, com base em experiências de 5
Prefeituras do Estado de São Paulo, como por exemplo, a adoção do
conceito de Cão cidadão, ou seja, o animal é castrado, vacinado e
devolvido ao local de origem. Além disso, foi sugerida `a criação
do Lar transitório, englobando a construção de um abrigo
temporário para os animais. A Prefeitura cede os imóveis, os quais
serão administrados por protetores, com as respectivas parcerias.
Até agora não obtivemos resposta, ou melhor, a SPPA foi impedida
de adentrar as instalações do canil, não tendo acesso às fichas de
adoção dos animais capturados, como o Secretário de Saúde escreveu
ao Promotor, que ocorreria.
Paralelamente, o canil foi acionado em situações de regate de
atropelados e doentes e, somente o fez com interferência da SPPA.
As ações do Canil sob ordens da Zoonoses e da Secretaria de Saúde
são: sob a ótica da saúde pública, todos os animais devem ser
capturados. Portanto, o discurso e a imagem protetora que se
veicula - sobre Posse responsável e a Campanha Adote um Animal são
esmagados e se tornam ecos, diante da continuidade da captura.
Em relação a ampliar o diálogo como proposto, não basta. Primeiro,
porque não há diálogo, pois as partes não foram chamadas pelo
Promotor. Segundo, pois é preciso cumprir o que se fala. .Não
haverá acordo, enquanto persistirem as capturas, seguidas de
morte.
Queremos coerência e dignidade não só na emissão da palavra, mas
nas ações com os animais.
Diretoria da Sociedade Protetora dos Animais
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