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Jornal de Piracicaba: 19/04/2006
Para responsáveis pelo órgão, só posse responsável pode
evitar adoção de medidas como esta
Prefeitura vai construir novo canil que vai custar R$ 470
mil
A média de animais sacrificados no canil mantido pela prefeitura
de Piracicaba no bairro Jupiá é de 150 por mês (cerca de 1,8 mil
por ano e cinco por dia). Entre os animais (cães e gatos)
sacrificados, muitos são filhotes. A informação é da direção do
canil. A diretora Eliane de Carvalho Silva atribui o índice
elevado à posse irresponsável e também à pouca cultura de adoção
de animais dos piracicabanos.
Eliane afirma que os animais sacrificados são, na grande maioria,
portadores de doenças ou vítimas de acidentes (como
atropelamento). A lei municipal que disciplina o recolhimento de
animais determina que os animais encontrados nas ruas podem ser
sacrificados depois de dez dias, mesmo que estejam saudáveis.
Eliane assegura que prazo não é levado em conta e há muitos
animais que permanecem por mais tempo, esperando por interessado
em adoção. A eutanásia de filhotes, explica, é comum em razão de
os cachorros de rua reproduzirem filhotes portadores de doenças
contagiosas, como a parvo virose. “Os cachorros de rua não são
vacinados e muitos filhotes já nascem doentes”, disse.
O ex-diretor do canil Luiz Américo Chitolina disse que a média de
eutanásia de animais é a mesma da época em que ele comandou o
canil. “Nem na minha época, nem agora há a intenção de matar
animais. O problema é a posse irresponsável, muitos filhotes são
achados diariamente”, disse.
A diretora da SPPA (Sociedade Piracicabana de Proteção aos
Animais) Ivana Negri disse não ver solução a curto prazo para o
problema. “Fazemos a nossa parte, mas é difícil. É difícil
controlar a reprodução. Até gente tem muito filho. Não há críticas
a fazer sobre essa situação do canil. Nós da SPPA gostamos (dos
animais) e fazemos a nossa parte, mas não fazemos milagre”, disse.
Uma das medidas utilizadas para reverter a situação é a construção
de um novo canil. A obra está orçada em R$ 470 mil. “Mas se não
resolvermos a causa do problema, pode fazer mais um monte de canis
como esse”, disse.
Outra forma é estimular a adoção de cães, por meio do programa
“Adote um Amigo”. Atualmente 58 cães são adotados por mês. As
adoções podem ser feitas de segunda a sexta-feira (no horário
comercial) no próprio canil, que fica na rua dos Mandis, sem
número, no bairro Jupiá. O telefone para contato é o 3427-2721.
Solicitações também podem ser feitas pelo 156. O canil também
realiza feira de adoções aos sábados –– no primeiro e no último
fim de semana de cada mês. A primeira é feita na praça da
Imaculada Conceição, na Vila Rezende e a segunda na Praça José
Bonifácio.
http://www.jpjornal.com.br/news.php?news_id=29212
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