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Catanduva/SP : projeto da carrocinha volta à Câmara

Projeto que disciplina posse de animais volta à Câmara

30/05/2006

Da Reportagem Local
O Regional


Projeto que disciplina posse de animais volta à Câmara. Ambientalistas ainda reclamam de artigos polêmicos do projeto de Lei de Serginho do Pátio

A Câmara de Catanduva analisa e vota na noite de hoje o projeto de Lei 237/2006, que disciplina a criação, propriedade, posse, guarda, uso e transporte de cães e gatos em Catanduva.

Elaborado inicialmente pelo prefeito Afonso Macchione Neto (PSDB), o projeto virou polêmica nacional ao propor o extermínio de animais de rua.

A nova versão do projeto, assinada pelo vereador Serginho do Pátio (PV), embora represente avanço em relação ao texto original, também gerou reclamações de ambientalistas.

A ONG Anjos da Natureza combateu publicamente alguns itens do projeto, como a apreensão de animais soltos nas ruas.

No entanto, a apreensão será mantida. A decisão foi tomada após reunião entre o vereador, o veterinário do Centro de Zoonoses Renato Marson Secchez e os integrantes da ONG, Davis Quinelato (presidente), Roseni Mathias (secretária), Washington Pereira e Caroline Pereira.

“Do contrário, não tem sentido ter um Centro de Zoonoses na cidade”, explicou o vereador, que já atuou como motorista daquela unidade de saúde.

“Animais abandonados na rua também sofrem e oferecem risco a motoqueiros, que podem se acidentar”, acrescentou Renato Marson, em defesa à proposta do vereador do Partido Verde.

Os integrantes da ONG queriam acrescentar a exigência do animal portar alguma enfermidade, para justificar a apreensão, mas a proposta que foi descartada porque, segundo o veterinário, não é possível dar esse diagnóstico na rua.

Outro trecho do projeto, segundo os ambientalistas, tinha interpretação duvidosa, como no caso do artigo 14: “o condutor de um animal fica obrigado a recolher os dejetos fecais eliminados pelo mesmo em vias ou logradouros públicos”.

“Os dejetos fecais do animal ou do condutor?”, questionou Washington, integrante da ONG Anjos da Natureza.


VALOR DAS MULTAS

Os valores das multas no projeto de Lei foram considerados altíssimos pela ONG Anjos da Natureza.

Em algumas infrações, como no caso do adestramento como exibição cultural ou educativa sem autorização do órgão municipal responsável pelo controle de zoonoses, é prevista uma multa de 350 UFRC’ s, que correspondem a aproximadamente R$ 450.

A preocupação da ONG é melhorar a redação do projeto para que não haja brechas para a má destinação do dinheiro arrecadado com as multas.

“Esse dinheiro poderia ser destinado à compra de vacinas, por exemplo”, afirmou Washington.

Todas as idéias do projeto de Lei ainda esbarram na necessidade de ampliação do Centro de Zoonoses - de acordo com Almeida, já tida como certa -, na contratação de agentes e no investimento em transporte e infra-estrutura geral, conforme ressaltou Renato Secchez.

   

 


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