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04/10/2006
http://www.jcnet.com.br/editorias/detalhe_geral.php?codigo=87258
Cadastro de cães receberá ajuda de 40 clínicas
Luciana La Fortezza
Cerca de 40 clínicas veterinárias de Bauru demonstraram interesse
em ajudar a administração municipal a cadastrar cães e gatos da
cidade. Até o final deste mês, os estabelecimentos receberão
coleiras e plaquetas para identificação do animal e de seu
proprietário. E são os donos que, na data de hoje, quando se
comemora o Dia do Cão, devem festejar a medida.
"Todo tipo de identificação é importante", afirma Marlene Zorzi,
proprietária de Isadora (uma Daschund) e de Barte (um Weimaraner).
Por duas vezes, o cão escapou de casa e custou a voltar. Da
última, ele tinha tomado banho e estava sem coleira. Foi
encontrado dias depois, com a ajuda da cadelinha, que o "criou".
"Eu estava angustiada e fui dar uma volta com a Isa. Disse para
ela procurar o Barte. Ela foi me levando", relembra. Quando a
Daschund parou num petshop, Marlene pediu informações sobre o
Weimaraner e soube que ele havia sido encontrado. A busca poderia
ser menor se ele estivesse identificado. Neste caso, a Marlene
estaria livre de noites mal dormidas.
Mas a instalação de coleiras tem também o objetivo de despertar na
população o conceito de posse responsável, explica a veterinária
Ana Lúcia Giraldi Segalla. Ela é uma das coordenadoras da comissão
de clínicas que alinhava a parceria com o Centro de Controle de
Zoonoses (CCZ), órgão do Departamento de Saúde Coletiva.
Na opinião dela, com a iniciativa, parte da população que não tem
acesso às clínicas romperá a barreira e receberá informações sobre
novas vacinas, tratamentos e castração, por exemplo. "É um grande,
um enorme passo que estamos dando (com a parceria), não
paternalizando essa atividade", explica Flávio Tadeu Salvador,
chefe substituto do CCZ.
De cerca de 40 clínicas, 98% sinalizaram o interesse em
participar, acrescenta Ana Lúcia. Os veterinários deverão assinar
um termo de cooperação para receber o material.
"O CCZ não é e nem pode ser uma clínica veterinária. Aqui focamos
as zooneses (doenças transmitidas de animais para homens e
vice-versa). Claro que as clínicas vão oferecer seus serviços. As
pessoas só devem ter animais se tiverem condições de mantê-los",
enfatiza Salvador. De acordo com ele, o cadastramento será
oferecido gratuitamente pelos estabelecimentos comerciais. "É um
projeto ousado, que começa mas não termina nunca", conclui.
Castração
Uma outra parceria entre o poder público municipal e a iniciativa
privada poderá ajudar a baratear as castrações na cidade. Mas o
projeto será discutido numa segunda etapa. "Castrado, o animal não
procria e o número da população cai, reduzindo os riscos de
transmissão de doenças", comenta Flávio Tadeu Salvador, chefe
substituto do CCZ.
Atualmente, o município trabalha com estimativa de população
animal do
Instituto Pasteur, da Secretaria de Estado da Saúde, baseada em
dados de campanhas de vacinação, que é de 50.954 cães e 22.293
gatos.
No entanto, o Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão da
Secretaria Municipal de Saúde, conclui neste mês o censo animal no
município. Por meio dele, a cidade também contabilizará quantos
felinos e caninos são vermifugados, castrados e o percentual que
recebeu vacinas, etc.
O trabalho integra o Programa Municipal de Controle Animal que,
não só
identifica e registra cães e gatos, como também conscientiza para
a posse responsável. |
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