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Quarta-feira 27 de Setembro, 2006
MILÃO (Reuters) -
Cinco ativistas
pelos direitos dos animais invadiram o desfile do estilista
Roberto Cavalli nesta quarta-feira, desenrolando faixas que diziam
"Cavalli = crueldade" em plena passarela, até serem arrastados
para fora do salão por seguranças.
O desfile de Cavalli para sua grife Just Cavalli, baseado em tema
esportivo, tinha acabado de começar. Uma banda de música dançava
sobre um falso campo de futebol, seguida por modelos em jaquetas
curtas, de ombros largos, e vestidos na altura das coxas, tendo
como pano de fundo vários placares eletrônicos.
Em meio ao colorido desfile, a segurança demorou um pouco a se dar
conta de que os ativistas não faziam parte do show.
"Infelizmente, sempre há pessoas que perturbam quem está
trabalhando, mas o ue posso fazer? Eu poderia impor controles de
segurança mais rígidos, mas acho que isso não faria diferença",
disse Cavalli a jornalistas após o desfile, acrescentando que ama
os animais.
Os manifestantes integram o grupo de defesa dos direitos dos
animais PETA (iniciais de Pessoas em favor do Tratamento Ético dos
Animais). Três de seus membros também tinham invadido o desfile da
Burberry na segunda-feira, gritando "Burberry peles vergonha". Os
ativistas protestavam contra o uso de peles de animais pela
indústria da moda.
O PETA ganhou fama no mundo da moda na década de 1990, com
anúncios de supermodelos nuas acompanhados pelo slogan "preferimos
ficar nuas a usar peles". Mas agora as peles voltaram às revistas
de moda e às passarelas.
"Cavalli é nosso alvo porque ele se descreve como amante dos
animais, mas tem praticamente todos os animais em sua coleção",
disse à Reuters o
vice-presidente do PETA, Dan Mathews, que foi um dos manifestantes
que participaram do protesto no desfile.
Embora a semana de moda de Milão ainda não tenha incluído roupas
de pele, mesmo porque traz as coleções da primavera/verão 2007,
Mathews disse que outras coleções de Cavalli incluem peles.
Mathews disse que representantes do PETA se reuniram com
estilistas durante a semana de moda para lhes mostrar imagens de
granjas onde são criados animais para a produção de suas peles e
para convencê-los a não usá-las.
Ele atribuiu o revival da pele na moda a tendências como o estilo
"bling" hip-hop, que reúne casacos de pele e grandes diamantes, e
também ao lobby dos produtores de peles.
Os compradores nos desfiles de moda disseram que o aumento da
demanda por peles é fruto do interesse maior manifestado pelos
consumidores por luxo e exclusividade.
"Parece que os consumidores estão cada vez mais interessados em
peles. A pele é considerada um luxo, e, no momento atual, o
consumidor quer luxo mais do que tudo", disse Gerald Barnes,
vice-presidente sênior do varejista
Neiman Marcus Direct, antes do desfile de Cavalli.
Franca/SP: ONGs querem fim de sacrifício de animais
Cães e gatos ficam,
no máximo, 5 dias no canil da prefeitura
EPTV Ribeirão
29/09/2006
Entidades protetoras dos animais de Franca querem o fim do
sacrifício de cães e gatos abandonados, praticado pela prefeitura
da cidade. Elas defendem novas alternativas.
Atualmente, os animais recolhidos nas ruas podem ficar, no máximo,
cinco dias no canil da prefeitura. Depois disso, caso o dono não
apareça, são sacrificados por meio de uma injeção letal. O Centro
de Controle de Zoonoses recebe, em média, 200 cães e gatos por
mês.
As Organizações Não Governamentais (ONGs) e associações de defesa
dos
animais não concordam com essa prática. Para Vera Martins dos
Santos, presidente do Conselho Municipal de Proteção dos Animais,
não é justo matar os animais. "É preciso fazer a castração, para o
controle de natalidade, e trabalhar em programas de
conscientização da população", disse.
O ONG Turma do Abrigo, que atende de graça animais de rua, também
defende a castração e programas de orientação em escolas. A
entidade possui um centro de tratamento intensivo para animais que
foram vítimas de maus tratos, abandono e atropelamento, e também
desenvolve um projeto de adoção.
Segundo a prefeitura, por enquanto não há outra alternativa a não
ser sacrificar os animais, porque não há espaço para cuidar de
todos os cães e
gatos abandonados. "Desenvolvemos ações de captura, vacinação
anti-rábica e eutanásia, que são ações integradas às medidas de
prevenção contra a raiva humana", disse Fernando Baldochi, chefe
da Vigilância Sanitária.
Baldochi também explicou que a prefeitura possui um estudo com
todos os acidentes com mordeduras que aconteceram em 2005, feito
em conjunto com a Universidade de Franca (Unifran). "Vamos traçar
um perfil epidemiológico desses animais encontrados soltos, dos
donos e de quem foi acidentado, para desenvolver políticas de
posse responsável", afirmou.
http://eptv.globo.com/noticias/noticias_interna.asp?151707
E-mail do prefeito de Franca para protestar contra a matança de
cães:
gabinete@franca.sp.gov.br |