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Os escassos recursos
hídricos da Austrália poderão ditar o abate de milhares de camelos
selvagens que, face à maior seca dos últimos cem anos, estão a
invadir zonas habitadas para beber água
«Loucos de sede». É assim que os aborígenes da Austrália Ocidental
descreveram os camelos que recentemente invadiram e arrasaram uma
aldeia em busca de água. O comportamento insólito e perigoso dos
animais poderá agora ser respondido com uma campanha de abate.
Especialistas do estudo da espécie estão reunidos na cidade de
Perth para decidir o que fazer perante a crise. Os camelos não são
animais nativos da Austrália - foram trazidos para a ilha no
Século XIX, totalizando agora um milhão de exemplares - e ameaçam
as espécies indígenas e o gado na luta pela água, um bem raro no
país.
Segundo o Centro Australiano para o Conhecimento Cooperativo do
Deserto, o número de camelos «duplica a cada oito anos», e os
animais ameaçam cada vez mais as espécies nativas, o gado, as
plantas, bem como as aldeias aborígenes do Oeste australiano.
De acordo com Glen Edwards, do centro, o abate dos animais,
sobretudo no Deserto de Simpson, é «a única solução». O que não
seria inédito pois, em 2005, as autoridades do sul da Austrália
tiveram que matar três mil camelos selvagens para proteger os
recursos destinados ao gado.
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=25562
WSPA - Sociedade Mundial de
Proteção Animal formaliza proposta para salvar baleias da Islândia
Logo depois de a
Islândia anunciar, em outubro de 2006, que iria retomar a caça
comercial de baleias, a Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA)
lançou um leilão virtual no site e-bay.
O objetivo era arrecadar fundos suficientes para comprar do
governo da Islândia a vida de baleias que seriam mortas dentro da
cota de caça da temporada 2006-2007.
A campanha foi um sucesso e, como resultado, o Diretor Geral da
WSPA, Peter Davies, enviou ontem uma carta ao Primeiro-Ministro da
Islândia oferecendo a arrecadação de 380 mil reais em troca da
vida de duas baleias de 20 toneladas.
Clçique aqui para ler a carta de Peter Davies enviada para o
Primeiro-Ministro da Islândia. abaixo duas fotos (de Jonas Fr.
Thorsteinsson) de baleia sendo içada na costa da Islândia.
Curiosidade: a caça de baleias na Islândia, além de
cruel, é prejudicial à economia do país, visto que é responsável
por apenas 1,5 milhão de dólares por ano, enquanto o turismo de
observação de baleias rendeu nada menos que 18 milhões de dólares
em 2005.
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