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NOTÍCIAS DO BRASIL E DO MUNDO

 

Especialista em primatas condena pesquisa de aids em macacos

 

22 de junho de 2006

O Centro Yerkes se propõe a ajudar a preservar macacos na natureza em troca de estudar a aids nos animais sob custódia da instituição

ATLANTA, EUA - A primatologista Jane Goodall, que estudou os chimpanzés por 40 anos, e 18 outros cientistas enviaram uma carta a autoridades federais americanas pedindo que se oponham à proposta de um centro de pesquisas de Atlanta, que pretende conduzir estudos ligados à aids numa população de macacos.

A carta pede que o Serviço de Pesca e Vida Silvestre do governo americano vete a requisição do Centro Nacional de Pesquisas em Primatas Yerkes.

Cientistas do centro vêm criando um grupo de primatas desde os anos 60. Esses macacos são portadores naturais de uma variedade do vírus da aids, mas o micróbio não os deixa doentes. Em 1988, autoridades americanas incluíram a espécie de macaco cultivada no Centro na lista de animais em risco de extinção, o que deixou o centro com uma grande população de animais que não poderia ser utilizada em pesquisa científica.

O Centro Yerkes se propõe a ajudar a preservar as populações de macacos na natureza em troca de permissão para estudar a aids nos animais que continuam sob custódia da instituição. As autoridades americanas dizem que esse tipo de permuta nunca foi autorizado antes. Na carta, Goodall e outros cientistas alertam para a possibilidade de uma autorização nesse caso "abrir as comportas" para a exploração de espécies ameaçadas.

Goodall começou a estudar chimpanzés na Tanzânia, em 1960. Seu trabalho ajudou a revolucionar a compreensão que a humanidade tem desses animais.

fonte: http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/jun/22/271.htm

 

 

Exposição em Londres mostra maus tratos contra animais

 

23/06/2006 http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2674109&sub=BBC


A Sociedade Mundial de Proteção Animal, a WSPA, inaugurou em Londres uma exposição de fotos intinerante que mostra o pior e o melhor no tratamento dispensado a animais em várias partes do mundo.

Confira a galeria de fotos da BBC

A exposição, Animals in Focus (Animais em Foco) traz 45 imagens que tratam questões como caça e comércio ilegal, caça à baleias, transporte de gado, touradas e criações, muitas delas retratando condições extremente cruéis a que são submetidos animais de diferentes espécies.

Os visitantes da exposição são convidados a assinar uma petição que vai ser entregue à ONU assim que tiver reunido 10 mil assinaturas.

A WSPA luta, juntamente com outras organizações, para que a ONU aprove uma Declaração Universal pela Bem Estar dos Animais, que proteja os milhões de animais contra maus tratos e sofrimento desnecessários.

A exposição segue para países da África, Brasil, Dinamarca e Canadá, ainda neste ano.

 

 

Leões-marinhos e golfinhos podem participar de jogos de guerra

 

23 de junho de 2006

Eles ajudarão no treinamento da Marinha no Pacífico, que acontece até 28 de julho

HONOLULU - Junto com os submarinos, navios e aviões participando dos exercícios militares em larga escala no Pacífico neste mês, uma equipe de leões-marinhos e golfinhos deverão patrulhar o mar.

Esses animais marinhos serão levados de avião de San Diego para simulação de detecção e recuperação de minas durante os jogos de guerra bienais Rimpac.

Seis golfinhos encontrarão as minas, enquanto quatro leões-marinhos da Califórnia ajudarão a recuperá-las.

"Existem sistemas mecânicos que funcionam com certa eficiência nessas áreas, mas não tão bem quanto a Marinha gostaria", disse Tom Lapuzza, porta-voz do Programa de Mamíferos Marinhos da Marinha. " Veículos não tripulados estão se tornando melhores em encontrar minas e lidar com elas, mas ainda não são tão bons quanto os golfinhos".

Mais de 40 navios, seis submarinos, 160 aeronaves e quase 19 mil oficiais militares estão participando do Rimpac 2006, que começa nesta segunda-feira e vai até 28 de julho.

Ele reúne forças militares da Austrália, Canadá, Chile, Peru, Japão, Coréia, Reino Unido e Estados Unidos para treinamentos na costa do Havaí.

Mas os dispositivos de alta tecnologia criados pelos militares não conseguem se equiparar às habilidades naturais dos golfinhos e leões-marinhos, disse Lapuzza.

Opositores do programa dizem que os militares não deveriam treinar os animais para o uso em guerras.

"Esses animais são altamente sensíveis, criaturas profundamente inteligentes, e usá-los para a tarefas de guerra é abusar deles", disse Wayne Johnson, que está no comitê dos Direitos Animais do Havaí. "Esses animais precisam nadar livres".

Os mamíferos marinhos vêm sendo usados pela Marinha desde o começo dos anos 60. Eles fazem a Marinha economizar cerca de US$1 milhão por ano, disse Lapuzza.

O Programa de Mamíferos Marinhos, de US$ 15 milhões, possui 75 golfinhos e 30 leões-marinhos em sua instalação em San Diego.

http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/jun/23/308.htm

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