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02/12/2006
Ursos com insônia estão vagando pelas florestas do sudoeste da
Sibéria assustando os habitantes da área. Tudo porque o clima se
mantém quente demais para que os animais consigam entrar em sua
hibernação de inverno.
Os animais peludos escapam de um inverno rigoroso dormindo entre
os meses de outubro a dezembro. Mas na região sem neve de Kemerovo,
onde o clima está excessivamente quente, os animais não estão
interessados em hibernar.
"Devido às condições climáticas, os ursos não puderam iniciar a
hibernação a tempo", disse Tatiana Maslova, especialista chefe de
uma agência ambiental regional na cidade de Kemerovo, a cerca de
3.500 km ao sudeste de Moscou.
"Nossas equipes estão se assegurando de que não há danos às
fazendas e habitantes locais", declarou ela à agência Reuters há
duas semanas, acrescentando ainda que cada área é vigiada por
inspetores designados especialmente para isso.
Para sobreviver ao prolongado descanso de inverno, os ursos
acumulam mais gordura em seus corpos (até 180 kg) e passam os
meses seguintes comendo o máximo possível. "No momento eles estão
bem abastecidos, por isso não estão causando destruição", disse
Maslova.
Com a temporada de caça aberta, há caçadores na floresta
procurando pássaros e lebres e são eles que mais precisam de
proteção, disse ainda a especialista. "Nós estamos atentos para
que não haja ataques a caçadores."
Tocas de ursos em lugares secos geralmente são cobertas de neve e
o
clima úmido faz com que encontrar uma "cama" adequada para os
invernos seja um problema.
A mídia russa informou que na região de Kemerov e outras áreas,
normalmente frias, existem botões de flor e até flores
desabrochadas pela segunda vez no ano, tudo devido ao calor
incomum para esta época do ano.
http://www.24horasnews.com.br/index.php?mat=198864
Europa
enfrenta o outono mais quente em 500 anos
04/12/2006
Depois de a agência meteorológica do Reino Unido ter anunciado que
a região central da Inglaterra enfrenta o outono mais quente dos
últimos 347 anos, uma análise preliminar de dados da Europa
continental indica que as temperaturas médias em setembro e
outubro ficaram em 11º C, ou 1,8º C acima da temperatura esperada
para esses meses. Novembro, por sua vez, bateu a média histórica
em 2,5º C.
Segundo o serviço noticioso news@nature, esses números batem os
"outonos mais quentes da história" registrados em 1772, 1938 e
2000.
Embora o outono seja uma estação amena, que no geral traz menos
estresse para plantas e animais, a mudança climática nesse período
gera problemas que podem surgir mais adiante, de acordo com a
bióloga alemã Annette Menzel, ouvida pelo news@nature: animais que
costumam hibernar, por exemplo, podem não notar a aproximação do
inverno até que seja tarde demais.
Agência Estado
http://www.opovo.com.br/internacional/652766.html |