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07/12/2005
Madri, 7 dez (EFE).-
O ser humano tem mais semelhanças no seu DNA ancestral com o
cachorro do que com o rato, segundo a seqüência de genoma completa
do cachorro comum decifrada após um ano e meio de estudos.
As revistas Nature e Genome Research publicarão amanhã um
compêndio com mais de dois milhões de diferenças genéticas entre
as diferentes raças
caninas.
Os pesquisadores, que começaram seu estudo em junho de 2003 com a
colaboração do Instituto Nacional de Pesquisa do Genoma Humano dos
EUA, são uma equipe internacional do Broad Institute de MIT e
Harvard que
também participou da seqüência do genoma do rato e teve um
orçamento de US$ 30 milhões para realizar este projeto.
Até o momento, só se conhecia o genoma de espécies como o verme, o
frango, o bicho-da-seda, o peixe globo, o rato de laboratório, o
chimpanzé, o rato e a mosca da fruta, além do de algumas plantas.
O ser humano compartilha 96% de seu DNA com o chimpanzé, e é 60
vezes
"menos diferente" dele que do rato, com o qual, no entanto,
compartilha regiões cromossômicas, inclusive onde as seqüências
subjacentes de DNA são diferentes.
O diretor do Instituto Broad - responsável pela pesquisa -, Eric
Lander, disse que "a incrível diversidade tanto física como de
comportamento dos cachorros está codificada em seus genomas, o que
ajudará a entender o desenvolvimento embrionário, a neurobiologia
e as doenças humanas, assim como as bases da evolução".
Além disso, a pesquisa descobriu as regiões do genoma humano mais
preservadas na evolução dos mamíferos nos últimos 100 milhões de
anos, que se avaliou em 5% que não sofreu mutação durante o
processo evolutivo.
Uma das principais causas de morte nos cachorros é o câncer, e
muitos dos tumores são muito parecidos aos que atingem o homem,
por isso o uso dos
resultados combinados do genoma do ser humano e do cachorro
"permitirá um trabalho mais eficaz no tratamento desta e de outras
doenças", segundo os autores do trabalho.
http://www1.uol.com.br/bichos/noticias/efe/ult2629u241.shl
Mais uma do MC
Donalds
8 Dec 2005
A maneira utilizada pelo McDonald's para abater frangos na
produção de hambúrgueres e nuggets está sob ataque nos Estados
Unidos. O grupo Peta (sigla em inglês para Pessoas pelo Tratamento
Ético aos Animais), um dos mais influentes na defesa dos animais
no país, acusa a rede de lanchonetes de "crueldade" na matança dos
frangos.
"Escaldar os frangos vivos não é a melhor maneira de preparar um
lanche", diz a organização em comunicado publicado hoje no site da
Peta. Uma firma de investimento ligada ao Peta sugeriu aos
acionistas do McDonald's que pressionem a rede por mudanças.
Segundo a Peta, os frangos são mortos por um sistema onde os
animais são pendurados em uma esteira, com a cabeça submersa em
uma pequena banheira eletrificada. Muitas vezes ainda vivos, os
animais são degolados e colocados imediatamente em um caldeirão
com água fervendo, para que seja feita a remoção das penas.
"Se fossem gatos ou cachorros, a forma utilizada para matar esses
animais configuraria um crime federal", afirma o diretor da
campanha da Peta, Bruce Friedrich. "Os frangos são os animais que
sofrem mais abusos em todo o mundo, mas os fornecedores do
McDonald's estão passando dos limites", disse.
Em resposta às acusações, o McDonald's afirmou que está
reavaliando a escolha de fornecedores de carne de frango, de modo
a promover maneiras mais aceitáveis no abate. Além disso, a rede
está testando, na França, um sistema no qual o animal é colocado
para dormir antes de ser morto.
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