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Aconteceu nos dias 5 e 6 de maio, no
Memorial da América Latina, em São Paulo, o 1º Congresso
Latino-americano e o 1º Congresso Brasileiro de Educação Humanitária.
O encontro foi promovido pelo Instituto Nina Rosa, que aproveitou o
evento para lançar o documentário "Não Mataras - Os Animais e os Homens
nos Bastidores da Ciência". O filme mostra como são feitos os testes com
animais em laboratórios e apresenta alternativas para abolir a
vivissecção. Este é o primeiro documentário brasileiro sobre o tema.
Segundo o instituto, o objetivo é esclarecer e questionar o uso de
cobaias na indústria e na educação. O filme denuncia crueldades
praticadas em pesquisas, no ensino, em testes de produtos e apresenta
alternativas para abolir a vivissecção, prática que disseca animais
ainda vivos, com fins didáticos.
Dirigido por Denise Gonçalves, que também é responsável pela direção do
"A Carne é Fraca", o documentário apresenta depoimentos de
pesquisadores, ativistas, filósofos, biólogos, médicos, alunos e
professores de ciências médicas, que falam sobre a realidade dos animais
nos laboratórios do Brasil e do mundo.
"Atualmente existem recursos comprovadamente eficientes de aprendizagem,
como a simulação computadorizada e a utilização de cadáveres preparados
de animais que vieram a óbito naturalmente, para aprendizado de técnicas
cirúrgicas, entre outros, para substituir o uso de animais vivos",
observa Nina Rosa, ativista e presidente do Instituto.
O congresso teve ainda palestras da World Society for the Protection of
Animals (Sociedade Mundial pela Proteção dos Animais), International
Institute for Humane Education (Instituto Educacional pela Educação
Humanitária) e International Association of Humane-animal Interaction
Organizations (Associação Internacional das Organizações da Interação
Humana-animal).
Foram discutidos temas sobre a importância da ética na educação,
experiências nacionais e internacionais em educação humanitária, a
conexão entre a crueldade e maus tratos contra animais e a violência
contra humanos.
"A educação humanitária ensina o respeito a que todos os seres vivos têm
direito, inspirando as pessoas a agirem com compaixão. Os animais podem
ser usados como primeiro foco, mas assim que a compaixão é construída, o
aprendizado se estende para a compreensão das diferenças como sexo,
raça, grupos étnicos, deficiências, culturas...", completa Nina.
“Um dos nossos principais objetivos é que o Congresso leve a Educação
Humanitária para o meio pedagógico, onde ainda é tão pouco conhecida. O
trabalho com as crianças é de fundamental importância para semearmos a
paz que tanto almejamos num país onde a violência é um dos principais
desafios. Incutir novos valores e sensibilizar profissionais que serão
responsáveis por salvar vidas é também uma questão necessária e urgente.
Neste momento em que revemos nossa atuação e responsabilidade em relação
à Terra, é oportuna a discussão sobre o convívio ético e respeitoso com
a natureza e a vida animal”, diz a veterinária Rita de Cassia Garcia,
integrante do Instituto Nina Rosa.
Também houve a premiação de dois dos melhores trabalhos voltados para a
Educação Humanitária
Clique aqui e baixe as Palestras do
Congresso Latino-Americano e Brasileiro de
Educação Humanitária.
Veja os
fotos do Congresso (fotos: Fowler T. Braga Filho)
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